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sexta-feira, agosto 7, 2026

Mercado de canetas emagrecedoras ultrapassa R$ 10 bilhões e transforma setor farmacêutico

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Os medicamentos à base de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, movimentaram mais de R$ 10 bilhões no mercado brasileiro entre 2021 e 2025. Inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2, esses medicamentos passaram a ganhar espaço também no combate à obesidade, impulsionando um crescimento expressivo nas vendas e alterando o cenário da indústria farmacêutica.

O avanço foi impulsionado principalmente por medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que lideram o segmento. No período analisado, o Ozempic registrou o maior faturamento, seguido por outros tratamentos utilizados para diabetes e controle do peso, como Forxiga, Jardiance, Saxenda e Rybelsus.

Segundo dados do setor, o mercado de medicamentos com GLP-1 cresceu mais de cinco vezes em quatro anos, passando de R$ 1,8 bilhão em 2021 para cerca de R$ 10 bilhões em 2025. A participação desses produtos no varejo farmacêutico também aumentou significativamente, saindo de 3% para aproximadamente 9% das vendas do segmento.

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Além do crescimento em faturamento, houve expansão no volume comercializado. As vendas passaram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades no período, refletindo o aumento da procura pelos tratamentos. Atualmente, Wegovy e Mounjaro concentram mais de 70% da receita desse mercado.

Especialistas apontam que a expansão acompanha uma tendência global de adoção de medicamentos de maior complexidade tecnológica, impulsionada pelo envelhecimento da população, pelo aumento das doenças crônicas e pela busca por terapias mais eficazes. Esse movimento também elevou as importações de medicamentos no Brasil, que passaram de US$ 1,3 bilhão em 2000 para US$ 14,2 bilhões em 2025.

Apesar da forte demanda, o mercado começa a apresentar mudanças com a chegada de versões produzidas no país. A entrada de fabricantes nacionais já contribui para uma redução gradual dos preços. Nos primeiros meses de 2026, medicamentos à base de semaglutida registraram queda média de cerca de 8% no valor praticado no varejo.

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O interesse por essas terapias também começa a alcançar a rede pública. Recentemente, o Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto para avaliar o uso da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa acompanhará pacientes com obesidade grave durante dois anos para analisar a eficácia do tratamento, seus impactos na qualidade de vida e os custos para o sistema público de saúde antes de uma eventual ampliação da oferta.

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