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quinta-feira, junho 25, 2026

Tarifa de 25% dos EUA mobiliza empresas e entidades em audiência com participação de Flávio Bolsonaro

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A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros avançou para uma nova etapa de análise e já mobiliza empresas, associações empresariais e representantes políticos dos dois países. A audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) está marcada para 6 de julho e contará com 85 participantes inscritos.

Entre os nomes confirmados está o senador Flávio Bolsonaro, que pretende apresentar argumentos contra a medida. O parlamentar afirma que participará do encontro para defender os interesses das empresas brasileiras afetadas pela possível sobretaxa sobre exportações destinadas ao mercado norte-americano.

A audiência integra uma investigação conduzida pelo USTR com base na chamada Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. O mecanismo permite que o governo americano avalie práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, caso julgue necessário, adote medidas como a imposição de tarifas adicionais.

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Antes da sessão presencial, empresas, entidades e cidadãos interessados poderão enviar manifestações por escrito até 1º de julho. Na etapa seguinte, os participantes terão a oportunidade de apresentar suas posições diretamente durante a audiência pública.

As investigações americanas apontam preocupações relacionadas a temas como comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais ligadas ao desmatamento. Esses pontos servem de base para a análise que poderá resultar na adoção das novas tarifas.

Segundo levantamento divulgado, os inscritos incluem sete pessoas físicas, 34 empresas e 44 organizações, associações e confederações. Além de Flávio Bolsonaro, o influenciador político Paulo Figueiredo também está entre os participantes individuais.

A maior parte dos inscritos se posiciona contra a adoção das tarifas. Muitas das empresas envolvidas atuam nos Estados Unidos e dependem de matérias-primas ou produtos brasileiros para abastecer suas operações. Esses grupos defendem a manutenção do fluxo comercial e argumentam que a medida pode elevar custos e afetar cadeias produtivas.

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Por outro lado, alguns setores norte-americanos apoiam a proposta. Entre eles está a organização R-CALF USA, que representa produtores rurais e defende restrições maiores à entrada de carne bovina brasileira. A entidade sustenta que a produção brasileira prejudica a competitividade dos pecuaristas americanos e pede a retirada da carne bovina da lista de produtos isentos das tarifas.

O resultado da audiência poderá influenciar a decisão final do governo dos Estados Unidos sobre a implementação das novas taxas, que têm potencial para impactar diversos setores da economia brasileira e as relações comerciais entre os dois países.

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