O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, divulgou uma mensagem de solidariedade à população após os fortes terremotos que atingiram o país na quarta-feira (24). O comunicado foi publicado em suas redes sociais e conclama os venezuelanos à união diante da tragédia.
Na mensagem, assinada também por sua esposa, Cilia Flores, Maduro afirmou que a população deve agir com serenidade e apoiar as vítimas dos abalos sísmicos.
“Nesta hora difícil, clamamos pela união nacional, pela serenidade e pelo amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir”, escreveu. O ex-presidente também pediu orações pelos feridos e reconhecimento ao trabalho das equipes de emergência envolvidas nos resgates.
Segundo o comunicado, comunidades devem prestar assistência aos grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas doentes, enquanto acompanham o trabalho de bombeiros, médicos, voluntários, forças de segurança e equipes de defesa civil.
Maduro e Cilia Flores estão detidos nos Estados Unidos desde janeiro, após uma operação conduzida por forças norte-americanas. O ex-presidente responde a acusações relacionadas a narcoterrorismo, conspiração para tráfico de drogas e posse de armamentos pesados.
Terremotos deixaram mortos e centenas de feridos
Os terremotos registrados na Venezuela tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, com epicentros localizados no norte do país e separados por apenas cinco quilômetros. Os tremores foram sentidos em diversas regiões venezuelanas, incluindo Caracas, além de áreas da Colômbia e do Norte do Brasil.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou inicialmente dezenas de mortes e centenas de feridos, enquanto equipes de resgate continuam atuando em áreas afetadas por desabamentos e danos à infraestrutura.
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Além dos números oficiais, o United States Geological Survey divulgou uma estimativa preliminar alertando para a possibilidade de um impacto muito maior. Segundo a agência, o desastre pode resultar em milhares de vítimas e danos generalizados, embora os levantamentos definitivos ainda dependam da evolução das operações de busca e salvamento.
Diversos países já ofereceram ajuda humanitária à Venezuela, enquanto autoridades locais seguem monitorando os efeitos dos maiores terremotos registrados no país nas últimas décadas.
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