O Brasil conta atualmente com mais de 21 mil aposentados e pensionistas centenários recebendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dados referentes a maio de 2026, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram que aproximadamente 21,1 mil pessoas com 100 anos ou mais mantêm pagamentos ativos na Previdência Social.
O grupo representa uma pequena parcela do universo de beneficiários do INSS, mas chama atenção por evidenciar o aumento da expectativa de vida da população brasileira nas últimas décadas. A melhora nos indicadores de saúde e a ampliação do acesso à proteção previdenciária contribuíram para que mais brasileiros alcancem idades cada vez mais avançadas.
Entre os centenários atendidos pelo sistema, cerca de 17 mil recebem benefícios equivalentes ao salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621. No entanto, os valores pagos variam de acordo com o histórico de contribuição de cada segurado. Os maiores benefícios identificados chegam a R$ 33.763 mensais e são destinados a três aposentados.
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Somados, os pagamentos realizados a pessoas com mais de 100 anos representam aproximadamente R$ 40 milhões por mês, totalizando cerca de R$ 500 milhões por ano.
A distribuição dos beneficiários acompanha, em grande parte, o tamanho da população dos estados. São Paulo lidera o ranking nacional, com 3.223 aposentados centenários, seguido por Minas Gerais, com 2.499, e Bahia, que registra 2.027 beneficiários nessa faixa etária.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 1.792, Maranhão, com 1.668, além de Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará e Paraná.
Já os menores números foram registrados em estados menos populosos, como Roraima, com 46 beneficiários centenários, além de Amapá, Rondônia e Acre.
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Embora o aumento da longevidade seja visto como um avanço social, a presença de milhares de beneficiários com mais de um século de vida também exige atenção dos órgãos de controle. O INSS realiza auditorias periódicas e cruzamentos de dados para identificar eventuais inconsistências cadastrais, pagamentos indevidos e possíveis fraudes relacionadas à comprovação de vida dos segurados.
Responsável por cerca de 40 milhões de pagamentos mensais entre aposentadorias, pensões e auxílios, o sistema previdenciário brasileiro enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas diante de uma população que vive cada vez mais tempo, ampliando a demanda por benefícios de longo prazo.
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