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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo sugere que olhos podem revelar sinais precoces de risco para Alzheimer

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Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, aponta que a retina pode se tornar uma importante aliada na identificação precoce de fatores associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer. O trabalho foi publicado no periódico científico Journal of Alzheimer’s Disease e utilizou inteligência artificial para analisar imagens oculares de aproximadamente 40 mil participantes do banco de dados britânico UK Biobank.

A investigação parte de uma relação já conhecida pela ciência: a retina é considerada uma extensão do sistema nervoso central e pode refletir alterações que também ocorrem no cérebro ao longo do envelhecimento.

Para avaliar essa possibilidade, os pesquisadores desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de examinar fotografias da retina em busca de características ligadas a fatores de risco para o Alzheimer. Entre os elementos identificados pela ferramenta estão idade avançada, pressão arterial elevada, tabagismo, consumo de álcool, alterações nos níveis de glicose e distúrbios do sono.

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Segundo os autores, estudos anteriores já haviam encontrado associações entre a doença e mudanças estruturais na retina, como o afinamento de fibras nervosas, alterações nos vasos sanguíneos e redução do fluxo sanguíneo ocular.

Os resultados mostraram que as áreas mais relevantes para as análises realizadas pela inteligência artificial estavam concentradas justamente nos vasos da retina e na região do nervo óptico, estruturas que podem refletir processos vasculares e neurológicos relacionados à saúde cerebral.

Apesar dos achados promissores, os pesquisadores ressaltam que a tecnologia não tem capacidade para diagnosticar o Alzheimer. A proposta é utilizá-la como uma ferramenta de triagem, ajudando a identificar pessoas com maior probabilidade de desenvolver a doença e possibilitando acompanhamento médico e medidas preventivas antes do surgimento dos sintomas.

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Outro ponto destacado pela equipe é o potencial de baixo custo da estratégia. Como as fotografias da retina já fazem parte da rotina de muitas consultas oftalmológicas, o método poderia ser aplicado de forma rápida, simples e sem procedimentos invasivos.

Os cientistas acreditam que novas pesquisas e validações em diferentes grupos populacionais poderão ampliar o uso da análise automatizada da retina, não apenas para o Alzheimer, mas também para outras doenças neurodegenerativas.

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