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quinta-feira, setembro 17, 2026

Colisão entre helicópteros no Rio mata Oliver Tree e mais cinco; aeronave já havia sido denunciada por operar sem autorização

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Uma colisão no ar entre dois helicópteros transformou uma manhã de domingo (14) no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro, em uma tragédia que matou seis pessoas — entre elas o cantor americano Oliver Tree, uma das vozes mais populares da geração TikTok.

As duas aeronaves de pequeno porte se chocaram no ar por volta das 8h59 e caíram em um pátio de veículos elétricos na Avenida das Américas. Cerca de 20 carros foram atingidos e incendiados. Equipes do Corpo de Bombeiros, da CET, da Comlurb e do 31º Batalhão de Polícia Militar atuaram no local, junto com cerca de 45 militares mobilizados para o resgate.

A primeira aeronave, de prefixo PP-MAC, transportava cinco pessoas: o piloto Alexandre Souza, o produtor musical Lucas Brito Chaves Frota, o diretor Lucas Vignale, de 28 anos, o youtuber argentino Gaspar Prim — conhecido como Gaspi —, de 23 anos, e Oliver Tree, de 32. A segunda aeronave, PR-DJJ, levava apenas o piloto Charles Marsillac. Não houve sobreviventes, e os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Centro do Rio.

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Oliver Tree estava no Brasil após se apresentar em São Paulo no dia 6 de junho e tinha o retorno aos palcos programado para 1º de julho, em Lisboa, quando começaria a etapa europeia de sua turnê mundial. Nascido em Santa Cruz, na Califórnia, em 29 de junho de 1993, o cantor é dono de hits como “Life Goes On” e “Miss You”, cada um com mais de 700 milhões de execuções, e acumula 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e quase 20 milhões de seguidores nas redes sociais — 15,4 milhões só no TikTok. Diversos artistas brasileiros se manifestaram nas redes sociais lamentando sua morte.

A apuração das causas do acidente está nas mãos de duas frentes. A Força Aérea Brasileira acionou, pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, sediados no Rio, para a chamada Ação Inicial — etapa que envolve coleta de dados, preservação de vestígios e levantamento preliminar dos danos causados pelas aeronaves. Paralelamente, a Polícia Civil conduz investigação própria pela 42ª DP, do Recreio dos Bandeirantes.

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O caso ganhou um contorno adicional após a descoberta de que o helicóptero que transportava Oliver Tree já estava sob escrutínio das autoridades antes do acidente. Documentos indicam que a aeronave PP-MAC era alvo de denúncias por operar como táxi aéreo clandestino — sem autorização para transporte comercial de passageiros — e estava vinculada a uma empresa do ramo de comércio de frutas, com sede na Barra da Tijuca. As apurações sobre irregularidades começaram em março de 2025, motivadas por denúncias de operação irregular no Aeroporto de Jacarepaguá. Apesar de intimada, a empresa não respondeu aos questionamentos da fiscalização, e o processo acabou arquivado por falta de elementos conclusivos — ainda que tenha resultado, em setembro de 2025, em uma multa de R$ 8 mil por não apresentação de documentos.

A Anac também acompanha o caso e emitiu nota de pesar. Por ora, a causa exata da colisão entre as duas aeronaves permanece desconhecida, e o desfecho da investigação deve depender da análise técnica conduzida pelo Cenipa nos próximos dias.

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