A disputa judicial em torno da morte do menino Henry Borel ganhou um novo capítulo. A defesa dos interesses da família da vítima protocolou um recurso para contestar a decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da criança, e solicitar a realização de um novo julgamento.
O pedido foi apresentado pela assistência de acusação, representando o pai de Henry, Leniel Borel. A argumentação central é de que o resultado alcançado pelo Conselho de Sentença teria apresentado inconsistências que comprometeram a coerência do veredicto.
Segundo o recurso, os jurados reconheceram elementos fundamentais da acusação ao concluir pela existência do crime e pela participação atribuída a Monique nos fatos analisados. Além disso, a tese de absolvição defendida pela ré teria sido rejeitada durante a votação.
No entanto, a acusação sustenta que respostas dadas posteriormente a outros quesitos acabaram produzindo um desfecho incompatível com as conclusões anteriormente estabelecidas pelos próprios jurados. Para os advogados, isso gerou uma contradição capaz de comprometer a interpretação da real vontade do Conselho de Sentença.
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A controvérsia gira em torno dos chamados quesitos, perguntas formuladas pelo juiz e submetidas ao júri para que os integrantes decidam, por votação secreta, aspectos específicos do processo. Na avaliação da assistência de acusação, a forma como essas questões foram apresentadas teria causado um resultado considerado incoerente.
O advogado Cristiano da Rocha Medina, representante de Leniel Borel, afirma que a sequência de respostas produzida durante a sessão criou um conflito lógico dentro do próprio veredicto. Para ele, após reconhecer a materialidade do crime e a autoria atribuída à acusada, o júri acabou chegando a uma conclusão incompatível com esses entendimentos.
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Com base nesse argumento, o recurso pede que a decisão seja anulada. A acusação defende que as supostas falhas na formulação e na condução dos quesitos impediram uma manifestação clara e inequívoca dos jurados, tornando necessária a convocação de um novo julgamento.
O pedido agora será analisado pelas instâncias responsáveis, que decidirão se o veredicto será mantido ou se haverá a realização de um novo júri no caso que continua mobilizando a atenção da opinião pública desde a morte de Henry Borel.
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