
Dólar recua após proposta de tarifa de 25% dos EUA sobre importações brasileiras (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (2/6), o dólar apresenta queda em resposta ao recente anúncio de tarifa comercial dos Estados Unidos sobre importações brasileiras, em retaliação a práticas consideradas "irrazoáveis" que "oneram ou restringem o comércio dos EUA".
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Os investidores continuam atentos às negociações entre os EUA e o Irã sobre o possível fim do conflito no Oriente Médio. Apesar de um otimismo recente, a percepção agora é de que as conversas estagnaram, tornando um acordo mais distante.
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DÓLAR
- Às 9h03, a moeda americana tinha uma queda de 0,24%, sendo negociada a R$ 5,011.
- No dia anterior, o dólar encerrou a sessão com baixa de 0,39%, cotado a R$ 5,023.
- Com esse desempenho, a moeda dos EUA acumula uma perda de 0,39% no mês e de 8,49% no ano em relação ao real.
IBOVESPA
- As operações do Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
- No dia anterior, o índice fechou em baixa de 0,91%, aos 172,1 mil pontos.
- Com esse resultado, a Bolsa brasileira acumula uma queda de 0,91% em junho e uma valorização de 6,88% em 2026.
NOVO TARIFAÇO SOBRE O BRASIL
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) propôs uma taxa de 25% sobre as importações brasileiras para punir práticas "irrazoáveis". A proposta foi divulgada na segunda-feira (1°/6) após a conclusão de uma investigação sobre o Pix. Agora, o tema será discutido em audiências públicas. A decisão final sobre a aplicação do tarifaço cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump.
A investigação indicou que certas ações do Brasil são "irrazoáveis ou discriminatórias e oneram ou restringem o comércio dos EUA", baseando-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A proposta também prevê isenções para alguns produtos, como materiais informativos, doações e uma lista que inclui carnes, frutas e café. As isenções visam evitar escassez nos EUA.
Durante a investigação, mais de 30 pessoas foram ouvidas, com mais de 295 comentários registrados. O representante comercial afirma que o público poderá enviar comentários por escrito até 1° de julho. A primeira audiência está marcada para 6 de julho, com pedidos de participação presencial aceitos até 22 de junho.
A investigação começou em 15 de julho do ano passado por ordem de Trump, logo após os EUA imporem uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, citando práticas "desleais".
Nos últimos meses, as tarifas foram tema de discussões entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo uma reunião em maio na Casa Branca.
IRÃ ACUSA EUA E ISRAEL DE VIOLAREM CESSAR-FOGO
No contexto do aumento da violência no Líbano, o Irã acusou EUA e Israel de violarem o cessar-fogo no Oriente Médio, que inclui uma trégua nos ataques ao Líbano. A declaração veio do Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Segundo o Irã, os EUA têm rompido a trégua, firmada em 8 de abril, com ataques a embarcações iranianas no Golfo. Israel também teria violado a soberania do Líbano, causando mortes e feridos.
"O envolvimento direto dos EUA na violação do cessar-fogo com o Irã e pelo regime de Israel contra o Líbano está comprovado, e a responsabilidade por essa situação recai sobre os EUA", declarou o Ministério iraniano.
Na segunda-feira, o Irã interrompeu negociações indiretas com os EUA devido às ações de Israel no Líbano. Desde o fim de semana, forças israelenses avançaram no território libanês sob ordens do premiê Benjamin Netanyahu, visando posições do Hezbollah.
O fim da violência no Líbano é uma das condições do Irã na trégua atual. Em abril, os EUA anunciaram um cessar-fogo que foi estendido. Israel e Hezbollah, no entanto, não cumpriram o acordo e continuaram os ataques.
Sob pressão iraniana, Trump afirmou ter convencido Netanyahu a recuar, afirmando que as Forças de Defesa de Israel não devem avançar nos ataques a Beirute. Ele também disse que o Hezbollah concordou em cessar suas operações.



