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sexta-feira, agosto 7, 2026

Mercado eleva previsão para inflação e crescimento da economia em 2026

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As projeções do mercado financeiro para a economia brasileira voltaram a ser revisadas para cima. Dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central do Brasil mostram que analistas passaram a prever uma inflação maior e um crescimento econômico ligeiramente mais forte para 2026.

Segundo a nova edição do Relatório Focus, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, subiu para 5,09%. Foi a 12ª revisão consecutiva para cima, mantendo a expectativa acima do limite máximo estabelecido pela meta de inflação.

A deterioração das projeções está relacionada principalmente ao aumento dos preços internacionais do petróleo, pressionados pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O encarecimento da commodity tem elevado os custos de combustíveis e ampliado preocupações sobre os impactos na inflação global.

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Caso a previsão se confirme, o índice ficará acima do teto da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional. Para 2026, o objetivo é manter a inflação em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Apesar das perspectivas menos favoráveis para os preços, o mercado também passou a enxergar um desempenho um pouco melhor da atividade econômica. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) avançou de 1,89% para 1,90%.

Embora a alta seja modesta, a revisão interrompe um período de estabilidade nas projeções e sinaliza maior confiança na capacidade de expansão da economia brasileira em meio ao cenário internacional desafiador.

Para os anos seguintes, as estimativas permaneceram praticamente inalteradas. O mercado continua prevendo crescimento de 1,7% em 2027 e de 2% em 2028.

As projeções para os juros básicos da economia também foram mantidas. A expectativa é que a taxa Selic encerre 2026 em 13,25% ao ano. Para 2027, a previsão segue em 11,25%, enquanto para 2028 permanece em 10%.

A manutenção dessas estimativas reflete a percepção de que o Banco Central deverá continuar atuando com cautela diante da resistência da inflação. Atualmente, a Selic permanece como o principal instrumento utilizado pela autoridade monetária para conter a alta dos preços.

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No câmbio, o mercado fez pequenos ajustes. A previsão para o dólar ao final de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16. Para 2027, a estimativa passou de R$ 5,26 para R$ 5,25, enquanto a projeção para 2028 foi mantida em R$ 5,30.

O Relatório Focus reúne semanalmente as expectativas de economistas e instituições financeiras consultadas pelo Banco Central e serve como um dos principais termômetros das perspectivas para a economia brasileira.

Os novos números reforçam um cenário de crescimento moderado, mas ainda acompanhado por desafios relacionados ao controle da inflação, especialmente em um contexto de incertezas geopolíticas e volatilidade nos preços das commodities.

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