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terça-feira, julho 21, 2026

Caso Henry Borel entra para a história como o júri mais longo do Rio em quase duas décadas

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O julgamento pela morte de Henry Borel alcançou um marco inédito no sistema judiciário fluminense. Após sete dias consecutivos de sessões, o processo se tornou o mais longo realizado no Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008, que alterou as regras dos julgamentos pelo Tribunal do Júri.

No banco dos réus estão Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, presos desde abril de 2021 e acusados de crimes como homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo.

Com a continuidade das oitivas neste domingo (31), o caso ultrapassou a duração do julgamento de Flordelis dos Santos de Souza, que até então detinha o recorde recente de maior júri do estado, encerrado após sete dias em 2022.

A expectativa é que o julgamento ainda se prolongue. Até o momento, apenas 17 das 27 testemunhas previstas foram ouvidas pelo Conselho de Sentença, o que indica que novas sessões deverão ocorrer nos próximos dias antes da fase final de interrogatórios e debates entre acusação e defesa.

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Babá relata episódios de supostas agressões

O sétimo dia de julgamento foi marcado pelo depoimento de Thayná de Oliveira Ferreira, ex-babá de Henry. A testemunha informou ao tribunal que desejava corrigir contradições presentes em declarações prestadas anteriormente durante a investigação.

Durante o depoimento, ela afirmou ter presenciado três episódios nos quais Jairinho teria permanecido sozinho com a criança em um quarto fechado. Segundo seu relato, após esses momentos, Henry apresentava sinais como dores, dificuldade para caminhar e comportamento assustado.

A babá declarou ainda que comunicou as situações a Monique Medeiros em tempo real, por mensagens, e que a mãe da criança não estava presente na residência quando os fatos teriam ocorrido.

De acordo com Thayná, Henry costumava atribuir os ferimentos a quedas da cama, mas ela passou a desconfiar que as lesões poderiam ter outra origem.

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Acusação de pressão para alterar versão

Outro ponto que chamou atenção durante a audiência foi a afirmação de que ela teria sido orientada a omitir informações após a morte da criança.

Segundo a testemunha, após o enterro de Henry, assessores ligados a Jairinho a levaram a um escritório de advocacia, onde teria recebido instruções para afirmar que o relacionamento entre o casal era harmonioso.

Ela também declarou que Monique teria pedido que fossem apagadas as mensagens trocadas entre as duas.

O depoimento reforça uma das linhas de investigação apresentadas pelo Ministério Público, que sustenta a existência de tentativas para ocultar informações relacionadas ao caso.

Enquanto o julgamento avança, a expectativa agora se volta para as próximas testemunhas e, posteriormente, para os interrogatórios dos dois réus, etapa que antecede as alegações finais e a decisão do Conselho de Sentença sobre um dos casos criminais de maior repercussão da história recente do país.

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