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sexta-feira, julho 17, 2026

Correios fecham trimestre com déficit de R$ 3,1 bilhões; último resultado positivo foi em 2022

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Agência dos Correios: empresa enfrenta déficit de R$ 3,1 bi no 1º tri de 2026 (Foto: Instagram)

Os Correios encerraram o primeiro trimestre deste ano com um déficit de R$ 3,1 bilhões, conforme informações divulgadas pela empresa no último sábado (30/5). Esse déficit ocorre quando as despesas superam as receitas em determinado período.

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O resultado entre janeiro e março de 2026 representa um aumento de 82,35% em relação ao déficit do primeiro trimestre de 2025, que foi de R$ 1,7 bilhão.

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No ano passado, o déficit nos Correios alcançou R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do prejuízo de 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. O último ano em que a estatal apresentou resultado positivo no primeiro trimestre foi 2022. Desde então, os déficits foram de R$ 328 milhões (2023), R$ 801 milhões (2024), R$ 1,7 bilhão (2025) e R$ 3,1 bilhões (2026).

O QUE DIZ A EMPRESA
Em nota divulgada no fim de semana, os Correios afirmaram que o déficit de R$ 3,1 bilhões ficou abaixo da projeção inicial para o trimestre, mostrando avanços nas ações para recuperar o equilíbrio econômico-financeiro da empresa.

A estatal destacou que a gestão rigorosa dos custos e a otimização das despesas operacionais foram fundamentais para a redução do déficit projetado, conforme as diretrizes do plano que prevê a melhora progressiva dos indicadores econômico-financeiros nos próximos anos.

Os Correios também informaram que continuam avançando na implementação das ações estruturantes do Plano de Reestruturação, incluindo medidas para fortalecer a saúde financeira, modernizar a malha logística e capacitar a força de trabalho.

“O objetivo é assegurar que a empresa recupere o equilíbrio econômico-financeiro e volte a apresentar resultado líquido positivo ao final de 2027, consolidando a transformação dos Correios em uma plataforma de serviços moderna, ágil e integrada à economia digital, a serviço da população brasileira”, completou a companhia.

ENTENDA A SITUAÇÃO DOS CORREIOS
Nos últimos anos, a estatal enfrentou uma queda de receitas em segmentos tradicionais, aumento de custos operacionais e perdas logísticas. Embora o crescimento do e-commerce tenha ajudado na demanda, não foi suficiente para superar os gargalos estruturais, a falta de investimentos e a concorrência privada em expansão. Agora, a empresa busca um plano de reestruturação sólido para se recuperar.

No final do ano passado, a empresa apresentou um plano de reestruturação em três fases. A primeira etapa prevê a recuperação da liquidez do saldo da empresa a partir de um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco instituições financeiras.

A segunda fase, entre 2026 e 2027, envolverá a reorganização e modernização da companhia. Entre as medidas anunciadas estão um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para 10 mil funcionários, o fechamento de cerca de mil unidades dos Correios em todo o país e a revisão dos cargos de média e alta remuneração em unidades táticas e estratégicas, além dos planos de saúde e previdência.

A terceira e última fase será focada na modernização, se estendendo ao longo de 2027. A estatal buscará consolidar um novo modelo de negócios focado em inovação, parcerias e novas fontes de receita.

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