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sexta-feira, agosto 7, 2026

PF aponta elo entre Cláudio Castro e fundador do Banco Master em esquema bilionário no Rioprevidência

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A Polícia Federal identificou o empresário Ricardo Siqueira Rodrigues, delator em investigações derivadas da Operação Lava Jato, como peça central na aproximação entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

As informações fazem parte da 8ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta terça-feira (26) com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A investigação apura investimentos bilionários realizados pelo Rioprevidência em fundos e papéis ligados ao Banco Master.

Segundo a PF, Ricardo Rodrigues atuava como operador político e financeiro do esquema, sendo responsável por articular internamente os aportes realizados pelo fundo estadual a partir do fim de 2023.

“No caso do RioPrevidência, é-lhe atribuída função de intermediação política e operacional da captação, tendo afirmado a Vorcaro que resolveria os trâmites internos, restando pendente apenas o alinhamento político”, aponta trecho da decisão judicial.

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Os investigadores afirmam que o empresário mantinha contato frequente com Vorcaro, participando inclusive de encontros privados e viagens internacionais custeadas pelo banqueiro. A PF sustenta que Rodrigues ajudou a viabilizar investimentos que somam cerca de R$ 3,7 bilhões em operações relacionadas ao Banco Master.

A investigação também detalha o funcionamento de uma estrutura financeira usada para movimentar recursos ligados às operações. Segundo a PF, Rodrigues controlava informalmente a empresa Mídias Promotora Ltda., registrada em nome de terceiros.

De acordo com os investigadores, a empresa teria sido utilizada para receber e distribuir comissões vinculadas aos investimentos feitos pelo Rioprevidência.

“A Mídias Promotora teria sido utilizada para receber e distribuir comissões relacionadas à captação de recursos junto a regimes próprios de previdência”, destaca a decisão.

A Polícia Federal calcula que os pagamentos de comissões teriam alcançado 0,6% sobre os valores investidos. Considerando os aportes próximos de R$ 3 bilhões, as vantagens ilícitas investigadas podem chegar a R$ 18 milhões.

Mensagens obtidas pelos investigadores também indicam que Rodrigues afirmava existir um “dono” do Rioprevidência responsável por autorizar as liberações financeiras ligadas ao banco. Em outra conversa, o empresário comemorou metas de captação e mencionou a expectativa de arrecadar “mais de bilhão” nos meses seguintes.

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Entre os alvos da operação também aparecem ex-dirigentes do Rioprevidência, incluindo Deivis Marcon Antunes, Eucherio Lerner Rodrigues, Pedro Pinheiro Guerra Leal e Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do órgão.

Segundo a PF, Fernanda teria assinado documentos considerados fraudulentos relacionados ao credenciamento do Banco Master e da corretora Planner para atuação junto ao fundo estadual.

Ricardo Rodrigues já havia sido investigado anteriormente na Operação Rizoma, outro desdobramento da Lava Jato. Na época, ele foi acusado de utilizar influência sobre fundos de pensão para direcionar investimentos a empresas ligadas ao seu grupo.

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