
Incertezas geopolíticas disparam o barril acima de US$100 (Foto: Instagram)
Após um breve alívio na sessão anterior, os preços do petróleo no mercado internacional voltaram a subir significativamente nesta quinta-feira (21/5). Isso ocorre em meio a um cenário de grandes incertezas geopolíticas e ao crescente pessimismo sobre um possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.
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Por volta das 9h50 (horário de Brasília), o contrato futuro do barril de petróleo WTI para julho subia 2,42%, sendo negociado a US$ 100,64. No mesmo horário, o contrato futuro do petróleo brent para julho mostrava alta de 1,8%, a US$ 106,91. Na quarta-feira (20/5), o petróleo havia fechado em forte queda, com o WTI caindo 5,7%, a US$ 98,26, e o brent recuando 5,62%, a US$ 105,02.
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Os sinais contraditórios emitidos pelo presidente dos EUA, Donald Trump, continuam a influenciar os mercados globais. Na véspera, o otimismo dos investidores foi impulsionado por uma declaração de Trump, que afirmou que a guerra com o Irã no Oriente Médio poderia terminar "muito rapidamente". Ele também mencionou que Washington está nos "estágios finais de negociação" para a paz com Teerã. No entanto, essas declarações vão de encontro ao discurso anterior de Trump, gerando dúvidas no mercado.
Na terça-feira (19/5), Trump havia sugerido a possibilidade de "atacar o Irã novamente". Ele afirmou que "espera não ter que retornar à guerra, mas pode ser necessário dar um grande golpe no Irã". O presidente revelou que, na segunda-feira (18/5), esteve prestes a autorizar um ataque, mas adiou a ação após apelos de líderes do Oriente Médio.
Trump mencionou em sua rede Truth Social que recebeu pedidos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani; do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman; e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, para adiar o ataque planejado contra o Irã, devido a negociações diplomáticas em andamento.
A ONU alerta que a guerra entre EUA, Israel e Irã, além do fechamento do Estreito de Ormuz, pode elevar os preços dos alimentos globalmente. Segundo a FAO, o bloqueio em Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, pode desencadear uma crise de preços dos alimentos em seis a 12 meses.
A FAO recomenda alternativas como rotas de transporte via Península Arábica e Mar Vermelho, além do fim de restrições a exportações em Ormuz. Apesar de alguns países terem permissão para transitar no estreito mediante pagamento, Ormuz continua parcialmente bloqueado pelo Irã, em retaliação à guerra iniciada por forças dos EUA e Israel.



