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terça-feira, julho 21, 2026

Estudo identifica padrão em sonhos com figuras demoníacas, dizem pesquisadores

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Pesquisadores dos Estados Unidos identificaram padrões recorrentes em sonhos descritos por participantes como “demoníacos” ou associados a presenças malignas. O estudo analisou relatos detalhados de sonhos e pesadelos feitos por voluntários durante duas semanas.

A pesquisa foi conduzida pelo psicólogo Patrick McNamara, ligado ao projeto Cognitive Neuroscience of Religious Cognition Project, que investiga possíveis relações entre experiências religiosas, cérebro e estados mentais.

Segundo os cientistas, os chamados “ataques demoníacos” nos sonhos raramente aparecem de forma repentina. Na maioria dos casos analisados, figuras ameaçadoras surgiam inicialmente em sonhos aparentemente comuns e, ao longo das noites seguintes, tornavam-se progressivamente mais perturbadoras.

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Os pesquisadores observaram que essas figuras frequentemente apareciam primeiro de maneira vaga ou disfarçada, assumindo formas humanas ou familiares antes de se tornarem explicitamente assustadoras nos pesadelos posteriores.

O estudo reuniu 1.599 relatos individuais de sonhos. Entre eles, apenas 16 continham conteúdo descrito como explicitamente demoníaco. Apesar do número reduzido, os cientistas afirmam que muitos desses casos apresentavam um padrão semelhante de aproximação gradual da ameaça.

Em artigo publicado na revista Dreaming, os autores afirmam que os participantes geralmente associavam essas figuras a sentimentos de maldade, perseguição ou intenção hostil.

Um dos relatos mencionados descreve uma mulher que sonhou inicialmente com uma figura feminina flutuando sobre uma colina. Nas noites seguintes, essa mesma presença passou a aparecer disfarçada como pessoas próximas, incluindo familiares e colegas.

Segundo McNamara, os resultados sugerem que esses sonhos podem estar ligados ao processamento emocional do cérebro durante o sono, especialmente em situações de medo intenso, estresse ou ansiedade acumulada.

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Os pesquisadores destacam que pessoas inseridas em contextos religiosos ou espirituais intensos tendem a interpretar mais facilmente determinados pesadelos como manifestações demoníacas ou sobrenaturais.

A equipe afirma que a hipótese científica mais aceita atualmente envolve mecanismos cerebrais relacionados à memória emocional. Nessa interpretação, o cérebro tentaria reorganizar experiências negativas ou traumáticas durante várias noites consecutivas, o que poderia resultar em sonhos recorrentes e progressivamente mais intensos.

Apesar do tema associado ao sobrenatural, os pesquisadores ressaltam que o estudo não conclui a existência de entidades demoníacas, mas busca compreender como o cérebro humano interpreta experiências emocionais complexas durante o sono.

Os cientistas afirmam ainda que os resultados podem ajudar no desenvolvimento de tratamentos para pessoas que sofrem com pesadelos frequentes ou transtornos relacionados ao sono.

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