
Meta anuncia corte de 8 mil vagas para reforçar aposta em IA (Foto: Instagram)
A Meta, empresa que controla o Facebook, Instagram e WhatsApp, comunicou a seus colaboradores que planeja demitir cerca de 8 mil funcionários até o final desta semana, o que representa 10% de sua força de trabalho global.
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Além disso, conforme informações do jornal The New York Times, 7 mil funcionários serão movidos para novas iniciativas focadas em inteligência artificial (IA).
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“A reestruturação nos tornará mais produtivos e fará o trabalho ser mais recompensador”, declarou Janelle Gale, chefe de Recursos Humanos da Meta, em um comunicado interno. Até o momento, a empresa não se pronunciou publicamente sobre as demissões.
No mês passado, a Meta já havia revelado planos para dispensar 8 mil colaboradores a partir de maio. Se confirmadas, essas demissões serão as mais significativas desde a grande reestruturação entre 2022 e 2023, quando 21 mil funcionários foram desligados.
CORTES NO RADAR
No final de março, a Meta já havia anunciado centenas de demissões para equilibrar os altos investimentos em IA. Naquela ocasião, a Reality Labs – divisão de realidade virtual da empresa – foi uma das mais afetadas, assim como os setores de redes sociais e recrutamento.
A Reality Labs é responsável pelo desenvolvimento de hardware e software para realidade virtual, aumentada e tecnologias do metaverso, como os óculos Oculus/Meta Quest, Ray-Ban Stories e o “Projeto Aria” de óculos inteligentes.
Em 31 de dezembro do ano passado, a empresa contava com 79 mil funcionários. Desde o início deste ano, a Meta já planejava reduzir em pelo menos 10% sua força de trabalho no setor de realidade virtual.
Um porta-voz da empresa afirmou em março que várias áreas da big tech “passam regularmente por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos”.
“Sempre que possível, buscamos outras oportunidades para os funcionários cujas posições possam ser afetadas”, mencionou a Meta.
O PESO DA IA
Os cortes de empregos são a mais recente ação da Meta em uma “corrida da IA” contra concorrentes como OpenAI (criadora do ChatGPT) e Alphabet (dona do Google). A empresa busca racionalizar as despesas, eliminando gastos não essenciais e focando na otimização dos serviços.
A Meta investiu bilhões para contratar profissionais de ponta na área de IA, incluindo um investimento de US$ 14,3 bilhões na startup de dados Scale AI.
Com as demissões, a Meta pretende compensar o aumento de custos com IA. Recentemente, a empresa projetou despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões para este ano.



