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quarta-feira, setembro 16, 2026

Desaceleração do IBC-Br em março supera previsões do mercado

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Atividade Econômica recua 0,67% em março, pressionada por serviços (Foto: Instagram)

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que serve como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou uma redução de 0,67% em março comparado a fevereiro. As variações foram de -0,2% na agropecuária, -0,2% na indústria e -0,8% nos serviços. A queda foi maior do que o mercado esperava, que previa uma diminuição entre 0,25% e 0,40%.

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Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras (Ancord), afirmou que a desaceleração do setor de serviços, que representa aproximadamente 70% da economia do país, foi a principal responsável pelo resultado. “Apesar disso, no acumulado do trimestre, a economia cresceu pouco mais de 1%, indicando que o Brasil continua em expansão, mas em um ritmo mais lento.”

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Spyer destaca que os dados apresentam uma interpretação dupla. “Por um lado, uma atividade econômica mais fraca poderia aliviar a pressão inflacionária e permitir uma redução futura dos juros”, explica. “Por outro, o Boletim Focus indicou uma leve piora nas expectativas de inflação e elevou a previsão da Selic para 13,25% ao final deste ano, mostrando a desconfiança do mercado na capacidade do Banco Central de atingir a meta de inflação.”

Em suma, segundo o economista, a economia mostra sinais de desaceleração, mas a inflação ainda preocupa. “Isso mantém o Banco Central em uma postura cautelosa, reforçando a perspectiva de juros altos por um período mais prolongado”, conclui.

“CAUTELA”
Yihao Lin, da Genial Investimentos, observa que os dados do BC indicam uma perda de dinamismo disseminada entre todos os setores analisados, contrastando com as leituras setoriais mais recentes do IBGE (indústria, serviços e varejo), que apontam para um cenário misto em março de 2026.

“O desempenho menos favorável em março destaca a necessidade de cautela diante de um ambiente macroeconômico mais adverso devido ao impasse no Oriente Médio”, comenta Lin. “Nesse contexto, entendemos que os dados atuais são consistentes com nossa expectativa de que a economia passará por um processo de desaceleração gradual ao longo dos próximos trimestres.”

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