O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda editar uma medida provisória para reduzir os impactos da alta dos combustíveis no país. A iniciativa ocorre após a Petrobras sinalizar um novo reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras.
A discussão ganhou força diante do avanço das tensões no Oriente Médio, especialmente após a escalada do conflito envolvendo o Irã, cenário que vem pressionando o mercado internacional de petróleo e elevando os custos dos combustíveis.
O anúncio oficial das medidas deve ser feito pelo Ministério de Minas e Energia em coletiva com a participação do ministro Alexandre Silveira, além de integrantes das áreas econômica e orçamentária do governo federal.
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Segundo apurações divulgadas nos bastidores do governo, a medida provisória em estudo pretende amenizar o impacto do reajuste para consumidores e setores econômicos mais afetados pela alta dos preços.
A movimentação acontece depois de a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmar que a estatal deverá reajustar “em breve” o valor da gasolina repassada às distribuidoras. Durante conversa com analistas do mercado, Chambriard explicou que a decisão considera fatores como o comportamento do etanol no mercado interno e a pressão internacional sobre os derivados de petróleo.
Ela também indicou que a Petrobras vem discutindo alternativas junto ao governo para suavizar os efeitos do aumento no bolso dos consumidores.
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O último reajuste promovido pela estatal havia sido uma redução no preço da gasolina em janeiro deste ano, quando o valor de venda às distribuidoras caiu cerca de 5,2%.
Nos últimos meses, o governo federal também recorreu a subsídios para conter impactos no setor energético. Em março, a Petrobras recebeu apoio financeiro relacionado ao diesel, com subvenções que somaram R$ 1,50 por litro em diferentes etapas.
Agora, a equipe econômica tenta encontrar uma solução que limite novos aumentos sem ampliar excessivamente os gastos públicos, em um momento de pressão sobre inflação, juros e popularidade do governo.
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