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quarta-feira, setembro 16, 2026

Ações das Casas Bahia caem após prejuízo bilionário no 1º trimestre

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Movimentação em loja Casas Bahia enquanto ações sofrem forte queda (Foto: Instagram)

As ações da Casas Bahia, negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), estavam em forte queda nesta quinta-feira (14/5), um dia após a empresa divulgar seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.

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O Grupo Casas Bahia reportou, no dia anterior, um prejuízo líquido de R$ 1,064 bilhão nos primeiros três meses de 2026. Este resultado negativo representa um aumento de 160% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 408 milhões.

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Por volta das 12h05 (horário de Brasília), as ações da Casas Bahia caíam 6,86%, sendo cotadas a R$ 1,90. Mais cedo, às 11h35, os papéis da varejista registraram uma queda ainda maior, de 7,84%, chegando a R$ 1,88. Enquanto isso, às 12h20, o Ibovespa, principal índice de ações da B3, subia 1,08%, alcançando 179 mil pontos.

De acordo com as Casas Bahia, a receita líquida no primeiro trimestre foi de R$ 8,83 bilhões, representando um aumento anual de 6,4%. O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 597 milhões entre janeiro e março deste ano, o que corresponde a um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.

Comentando sobre os resultados financeiros trimestrais, o presidente-executivo das Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou que a estratégia do grupo para 2026 é ser mais cauteloso na concessão de crédito, na avaliação de riscos e nas compras de fornecedores. Segundo Franklin, a empresa adotou medidas que reduziram as pressões de curto prazo, permitindo que a companhia não precise vender ativos a qualquer preço ou conceder crédito de forma indiscriminada. "A demanda por crédito está alta, mas com mais risco", destacou.

"Nós estamos crescendo muito em TVs, mas isso ocorre porque minha participação no e-commerce era baixa, pois eu não tinha uma grande penetração de crédito no e-commerce no ano passado como tenho hoje, e não estava presente em alguns canais. No entanto, o mercado ainda não está crescendo", explicou o executivo.

"O cenário macroeconômico está mais desafiador do que as pessoas imaginam. Preferimos ser conservadores, abrir mão de oportunidades de crescimento e focar no que podemos fazer sem arriscar", concluiu Franklin.

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