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sexta-feira, agosto 7, 2026

Grupo Toky faz mudanças na liderança após solicitar recuperação judicial

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Tok&Stok renova diretoria após pedido de recuperação judicial (Foto: Instagram)

O Grupo Toky, responsável pelas marcas Tok&Stok e Mobly, comunicou nesta quarta-feira (13/5) alterações significativas em sua estrutura de liderança, um dia após solicitar recuperação judicial. As mudanças incluem a substituição do presidente-executivo da empresa e o afastamento dos fundadores da Mobly.

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De acordo com o comunicado ao mercado, Victor Pereira Noda deixa o posto de presidente-executivo, sendo substituído por André Ferreira Peixoto. Fabio Ferrante assumirá o cargo de diretor financeiro e de Relações com Investidores, no lugar de Marcelo Rodrigues Marques. Daniel Passos de Melo ocupará a posição de Mário Fernandes Filho na Diretoria de Operações e Sistemas Logísticos.

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Noda, Marques e Fernandes Filho, que são fundadores da empresa, continuarão a fazer parte do Conselho de Administração do Grupo Toky e da Estok Comércio e Representações S.A.

O Grupo Toky declarou que essa transição não causará mudanças significativas na estratégia de longo prazo, nos compromissos com acionistas ou na condução dos negócios da empresa.

Na terça-feira, o Grupo Toky apresentou o pedido de recuperação judicial. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa mencionou que a decisão foi tomada devido ao cenário macroeconômico desafiador, especialmente no setor de varejo de móveis e decoração, afetado por altas taxas de juros e maior endividamento das famílias.

A recuperação judicial é um mecanismo que permite às empresas renegociar suas dívidas para evitar o fechamento, demissões ou falta de pagamento aos funcionários. Com esse processo, as empresas podem suspender temporariamente os pagamentos aos credores, mas devem apresentar um plano para regularizar as contas e continuar operando. Em essência, é uma tentativa de evitar a falência.

O Grupo Toky destacou que, apesar dos esforços para reestruturar a dívida da Tok&Stok com os credores, o alto endividamento do grupo persiste e se agrava. A situação exige medidas adicionais para preservar as atividades, proteger a liquidez e permitir uma reestruturação ordenada do endividamento e da estrutura de capital.

O pedido de recuperação judicial busca proteger a companhia e suas controladas, garantir a continuidade das atividades, preservar os serviços prestados e criar condições para uma negociação e implementação de solução adequada para suas obrigações.

O pedido foi submetido à Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo. No final do ano anterior, o grupo tinha uma dívida bruta de R$ 432,1 milhões, sendo Banco do Brasil, Santander e Bradesco alguns dos principais credores.

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