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sexta-feira, outubro 16, 2026

Tsunami de 481 metros no Alasca entrou para a lista dos maiores já registrados no planeta

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Um estudo publicado na revista científica Science revelou novos detalhes sobre o gigantesco tsunami registrado no Alasca em 2025, considerado o segundo maior já documentado na história moderna. A onda alcançou impressionantes 481 metros de altura — equivalente a um prédio com mais de 150 andares.

O fenômeno aconteceu no fiorde Tracy Arm, no sudeste do Alasca, após o colapso de uma encosta próxima à geleira South Sawyer. Milhões de toneladas de rochas despencaram na água em poucos segundos, provocando um deslocamento violento dentro do fiorde estreito.

Segundo os pesquisadores, cerca de 64 milhões de metros cúbicos de material deslizaram em aproximadamente um minuto. O impacto lançou a água contra as paredes do fiorde, arrancando vegetação e deixando grandes áreas de rocha exposta ao longo da encosta atingida.

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Apesar da dimensão extrema do tsunami, não houve vítimas. Horas antes do deslizamento, passageiros do navio de expedição Hanse Explorer haviam passado pela região para observar a geleira, mas nenhuma embarcação estava próxima no momento do colapso.

Os cientistas destacam que o episódio não foi provocado por terremotos submarinos, como ocorre na maioria dos tsunamis oceânicos. Nesse caso, a origem foi um enorme deslizamento de terra, que transferiu energia diretamente para a água confinada dentro do fiorde.

O impacto gerou ainda um fenômeno conhecido como “seiche”, uma espécie de oscilação prolongada da água em ambientes fechados, semelhante a um gigantesco balanço dentro do fiorde.

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O único tsunami já registrado com altura superior ocorreu em 1958, também no Alasca, na Baía de Lituya, quando uma onda chegou a aproximadamente 520 metros após outro grande deslizamento.

O estudo alerta que o derretimento de geleiras e a instabilidade crescente em regiões montanhosas podem aumentar o risco de eventos semelhantes nas próximas décadas. Por isso, pesquisadores defendem a criação de sistemas específicos de monitoramento capazes de identificar sinais prévios de colapso em fiordes e regiões glaciais.

Entre as medidas sugeridas estão o uso integrado de sensores sísmicos, monitoramento de chuvas, imagens de satélite e análise do recuo de geleiras para emitir alertas antecipados a embarcações e comunidades próximas.

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