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sexta-feira, outubro 16, 2026

Bolsas europeias sobem com crescimento do PIB e produção industrial

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Bandeira da União Europeia tremula sobre céu claro, simbolizando a recuperação dos mercados no continente. (Foto: Instagram)

Os principais índices das bolsas de valores na Europa registraram recuperação e fecharam em alta nesta quarta-feira (13/5), impulsionados pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB) e da produção industrial na zona do euro.

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No cenário internacional, além das negociações entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, destaca-se a agenda de reuniões entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, onde serão discutidos temas como a guerra no Irã, Taiwan, comércio, tarifas e inteligência artificial (IA).

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O desempenho positivo dos mercados europeus também refletiu o alívio nos preços internacionais do petróleo, que perderam força nesta quarta-feira, operando próximos da estabilidade.

O índice Stoxx 600, que inclui ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,79%, atingindo 611 pontos. Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX terminou o dia com um ganho de 0,61%, chegando a 24,1 mil pontos. Em Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com alta de 0,58%, alcançando 10,3 mil pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, subiu 0,35%, atingindo 8 mil pontos, enquanto o índice Ibex 35, de Madri, fechou com valorização de 0,46%, totalizando 17,6 mil pontos.

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat, o PIB da zona do euro cresceu 0,8% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse resultado, que estava em linha com as previsões do mercado, representou uma desaceleração em relação ao aumento de 1,2% do trimestre anterior, sendo o ritmo mais lento de expansão desde o segundo trimestre de 2024.

A Eurostat atribui o desaquecimento da economia europeia nos primeiros três meses do ano, principalmente, aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o setor de energia, o que resultou em um aumento significativo nos custos dos principais insumos do mercado.

Por outro lado, a produção industrial na zona do euro avançou em março deste ano, com um crescimento de 0,2% em relação ao mês anterior. O desempenho positivo ocorreu mesmo com o aumento nos custos de energia devido à guerra.

A recuperação do setor industrial foi impulsionada pela antecipação da produção em resposta ao aumento dos custos e ao temor de interrupções no fornecimento.

A guerra entre EUA e Irã continua a ser o foco das atenções nos mercados globais. O governo do Irã busca garantias para retomar as negociações com os EUA, condicionando o retorno do diálogo ao cumprimento de cinco exigências. A mídia estatal iraniana divulgou essas informações na terça-feira (12/5).

As condições impostas por Teerã para uma segunda rodada de discussões indiretas com Washington incluem o fim da guerra em todas as frentes, o levantamento de sanções norte-americanas, a liberação de fundos iranianos bloqueados, indenização por danos causados pela guerra, e o reconhecimento da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Conforme a agência iraniana Fars, essas exigências foram estabelecidas após o governo norte-americano rejeitar a proposta de paz de 14 pontos enviada pelo Irã no início do mês.

Após analisar o acordo, a administração de Donald Trump enviou uma resposta em 3 de maio, com a mediação do Paquistão. O Irã, por sua vez, apresentou uma contraproposta dias depois, considerada "inaceitável" pelo presidente dos EUA.

A primeira rodada de negociações entre EUA e Irã após o início da guerra ocorreu em 11 de abril, na capital paquistanesa, Islamabad. A tentativa de encerrar o conflito por meios diplomáticos, no entanto, não teve sucesso.

Uma segunda tentativa de pôr fim à guerra estava prevista para 20 de abril no Paquistão. O Irã, entretanto, rejeitou as negociações, acusando a administração Trump de fazer exigências excessivas e de violar a trégua entre os dois países.

Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão e da China discutiram, na terça-feira (12/5), a necessidade de uma trégua entre EUA e Irã antes da visita do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim.

Segundo comunicado do governo paquistanês, o chanceler Ishaq Dar conversou com o ministro chinês Wang Yi sobre os desdobramentos da crise no Oriente Médio e os esforços diplomáticos para tentar destravar as negociações entre Washington e Teerã.

O Paquistão tem atuado como um dos principais mediadores das conversas entre os EUA e o Irã, atualmente em impasse. Durante a ligação, Wang Yi elogiou o papel desempenhado por Islamabad nas tentativas de mediação.

Ambos os lados destacaram a importância de manter um cessar-fogo duradouro e garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

Ainda no cenário internacional, o principal destaque desta quarta-feira é a agenda de reuniões entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, onde serão abordados temas como a guerra no Irã, Taiwan, comércio, tarifas e inteligência artificial (IA).

Trump deve se encontrar pelo menos três vezes com o líder chinês, Xi Jinping. O reencontro dos líderes das duas maiores potências do mundo ocorre em um contexto diferente da última reunião, em outubro de 2025, na Coreia do Sul.

A julgar pela comitiva que acompanha o líder norte-americano na viagem, incluindo empresários da Tesla e Apple, a área tecnológica também deve ganhar destaque na ida do republicano a Pequim.

A expectativa é de que temas como inteligência artificial, exportações de tecnologias e minerais de terras raras (essenciais para setores como Defesa e tecnologia) estejam presentes nas discussões bilaterais.

A viagem de Trump à China, prevista para março, precisou ser adiada devido ao início da guerra entre EUA, Israel e Irã, que impacta não só o Oriente Médio, mas também o restante da comunidade internacional.

Por isso, a guerra, que se estende desde fevereiro sem uma solução pacífica, também deve ser discutida entre os dois líderes. Antes de embarcar, Trump conversou com repórteres e confirmou que planeja uma "longa conversa" com Xi sobre o conflito, mesmo considerando não precisar de "ajuda alguma" com o Irã.

A China, sendo a maior parceira comercial do Irã e diretamente afetada pela crise petrolífera provocada pela guerra, deve usar sua influência para convencer Trump a firmar um acordo com a nação persa.

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