
Dólar se mantém no menor nível em 28 meses, cotado a R$ 4,89 (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (12/05), o dólar apresentou uma pequena alta de 0,09%, sendo cotado a R$ 4,89. Essa variação foi tão modesta que indicou uma estabilidade no câmbio. Com isso, a moeda americana manteve-se no menor nível em relação ao real desde janeiro de 2024, totalizando 28 meses.
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), também encerrou o dia em queda. Após um recuo de 1,19% no dia anterior, desta vez a baixa foi de 0,86%, fechando aos 180.342,33 pontos.
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Os mercados de câmbio e ações continuam sendo influenciados pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro. Investidores estão cautelosos e evitam riscos devido às incertezas nas negociações de paz entre Washington e Teerã. O impasse persiste após o presidente dos EUA, Donald Trump, rejeitar uma proposta iraniana no domingo (10/5), chamando-a de "totalmente inaceitável".
Com esse cenário, o petróleo teve um aumento significativo no mercado global. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 3,42%, alcançando US$ 107,77. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançou 4,19%, chegando a US$ 102,18 por barril.
Os mercados também foram afetados pela divulgação dos dados de inflação nos Estados Unidos e no Brasil. Nos EUA, os preços ao consumidor aumentaram em abril pelo segundo mês consecutivo, resultando no maior aumento anual da inflação em quase três anos, com uma alta de 0,6% no mês passado, após 0,9% em março.
Esse resultado consolidou a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) não reduzirá a taxa de juros dos EUA tão cedo, atualmente entre 3,50% e 3,75%.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,67% em abril, conforme dados do IBGE. Esse foi o maior resultado para o mês desde 2022, quando atingiu 1,06%, embora tenha desacelerado em relação a março, quando foi de 0,88%.
Na Europa, as principais bolsas fecharam em queda. O índice Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países do continente, caiu 1,05%. O DAX, de Frankfurt, recuou 1,62% e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,95%. O FTSE 100, de Londres, permaneceu estável com uma leve queda de 0,04%.
Em Wall Street, às 16h45, os resultados eram mistos. O S&P 500 e o Nasdaq, que reúne ações de empresas de tecnologia, caíram 0,19% e 0,82%, respectivamente. O Dow Jones, por outro lado, subia 0,14% no mesmo horário.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que o dólar operou em leve alta, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana em meio ao aumento da aversão ao risco devido ao impasse entre EUA e Irã. "A alta do petróleo reacendeu preocupações inflacionárias e pressionou os rendimentos das Treasuries", comenta.
O analista observa que os dados de inflação dos EUA reforçaram a percepção de que os juros permanecerão elevados por mais tempo. "No Brasil, o IPCA também sustentou uma postura cautelosa para o Copom", afirma. "Mesmo assim, o real mostrou resiliência ao longo do dia, sustentado por termos de troca favoráveis com o petróleo em alta, fluxo ligado ao setor de commodities e diferencial de juros doméstico ainda elevado."



