
Fachada de loja Tok&Stok Studio em shopping (Foto: Instagram)
As ações do Grupo Toky, negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), despencaram durante o pregão desta terça-feira (12/5) e foram para leilão. Isso aconteceu no mesmo dia em que a empresa anunciou ter solicitado recuperação judicial.
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Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o proprietário da Tok&Stok e da Mobly explicou que a decisão foi motivada pelo cenário macroeconômico desafiador, especialmente no setor de varejo de móveis e decoração, devido às altas taxas de juros e ao aumento do endividamento das famílias.
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A recuperação judicial é um mecanismo que permite às empresas renegociar suas dívidas, evitando o fechamento, demissões ou falta de pagamento aos funcionários. Esse processo isenta temporariamente as empresas de pagar seus credores, mas exige a apresentação de um plano para regularizar as contas e continuar operando. Em essência, é uma tentativa de evitar a falência.
Por volta das 12h15 (horário de Brasília), as ações do Grupo Toky na B3 caíam 41,38%, sendo cotadas a centavos (R$ 0,17). Antes disso, por volta das 11h30, os papéis já haviam caído 34,4%, sendo negociados a R$ 0,19. Às 12h33, o Ibovespa, principal índice da B3, recuava 0,95%, situando-se em 180,1 mil pontos. As ações do Grupo Toky foram para leilão, um procedimento utilizado pelas bolsas para equilibrar a oferta e a demanda, garantindo que o preço reflita melhor o equilíbrio entre compradores e vendedores.
O Grupo Toky declarou que, apesar dos esforços para reestruturar a dívida da Tok&Stok junto aos credores, o elevado endividamento do grupo continua a aumentar. A empresa destacou a necessidade urgente de medidas adicionais para preservar suas operações, proteger a liquidez e permitir uma reestruturação ordenada da dívida e da estrutura de capital.
O pedido de recuperação judicial visa proteger a empresa e suas subsidiárias, garantir a continuidade das operações, preservar seus serviços, valor e função social, além de criar condições para uma solução adequada das obrigações. Este pedido foi apresentado à Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo.
No final do ano passado, o grupo tinha uma dívida bruta de R$ 432,1 milhões, com credores entre os principais bancos do país, como Banco do Brasil, Santander e Bradesco. Desde 2024, a empresa enfrenta uma disputa acirrada entre acionistas pelo controle, após a aquisição da Tok&Stok pela Mobly, que envolveu troca de ações. Na ocasião, o controle da rede varejista, com cerca de 60% do capital, passou da SPX Capital para a Mobly, enquanto a gestora se tornou acionista da nova empresa.



