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quinta-feira, setembro 17, 2026

Lobo pré-histórico extinto há 12 mil anos pode voltar a povoar a Terra após avanço da ciência

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Uma espécie desaparecida há mais de 12 mil anos pode estar prestes a voltar a existir de forma permanente. A empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou que os três exemplares recriados do chamado lobo-terrível já alcançaram maturidade suficiente para reprodução, marcando um novo capítulo nas pesquisas de “desextinção” animal.

Conhecido por inspirar os direwolves da série Game of Thrones, o predador pré-histórico desapareceu no fim da Era do Gelo. Agora, cientistas afirmam ter conseguido reconstruir características genéticas da espécie utilizando DNA extraído de fósseis antigos combinado ao material genético do lobo-cinzento moderno.

Os três animais receberam os nomes de Rômulo, Remo e Khaleesi — referências tanto à mitologia romana quanto ao universo criado por George R. R. Martin. Atualmente, eles vivem sob monitoramento em uma reserva ecológica protegida nos Estados Unidos.

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Segundo a empresa, os cientistas utilizaram DNA recuperado de um dente com cerca de 13 mil anos e de um crânio estimado em aproximadamente 72 mil anos. A partir desse material, pesquisadores editaram geneticamente células de lobos-cinzentos para inserir características associadas ao antigo lobo-terrível.

O procedimento envolveu clonagem por transferência nuclear, técnica semelhante à usada na criação da ovelha Dolly nos anos 1990. Os embriões modificados foram implantados em fêmeas, resultando no nascimento dos animais em 2025.

Os lobos-terríveis originais eram significativamente maiores do que os lobos modernos. Estudos indicam que podiam atingir até 25% mais tamanho, além de possuírem mandíbulas extremamente fortes e hábitos predominantemente carnívoros, alimentando-se de grandes mamíferos como bisões e cavalos selvagens.

A diretora científica da empresa, Beth Shapiro, afirmou que o projeto atingiu um nível de precisão genética sem precedentes. Segundo ela, os avanços permitiram reconstruir traços físicos e biológicos da espécie com muito mais fidelidade do que era possível anteriormente.

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Apesar do entusiasmo, o projeto também reacendeu debates éticos e científicos sobre os limites da engenharia genética e os impactos ambientais de reintroduzir espécies extintas — ainda que parcialmente recriadas — nos ecossistemas atuais.

Mesmo assim, o anúncio representa um dos experimentos mais ambiciosos já realizados no campo da biotecnologia moderna e reforça o avanço das pesquisas voltadas à chamada desextinção animal.

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