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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar se mantém estável e Bolsa sobe com expectativa de paz entre EUA e Irã

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Notas de dólar americano simbolizam a leve alta da moeda frente ao real (Foto: Instagram)

Nesta quarta-feira (6/5), o dólar apresentou uma leve alta de 0,17% em relação ao real, sendo cotado a R$ 4,92. Apesar da pequena variação, o câmbio permaneceu estável. Assim, a moeda americana continuou no menor nível em 27 meses, desde fevereiro de 2024.

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o dia com alta de 0,50%, alcançando 187.690,86 pontos. No dia anterior, o índice já havia subido 0,62%, atingindo 186.753,82 pontos.

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O mercado foi tomado por um clima de otimismo, impulsionando o interesse dos investidores por ativos de risco. Essa animação se deu em razão da expectativa de um acordo de paz definitivo entre Estados Unidos e Irã, o que resultou na queda do preço do petróleo no mercado global.

O preço do barril de Brent, referência internacional, caiu 7,83%, sendo cotado a US$ 101,27. Já o West Texas Intermediate (WTI), que serve de referência nos Estados Unidos, recuou 7,03%, para US$ 95,08 por barril.

As bolsas globais tiveram altas significativas devido às novidades no Oriente Médio. O índice europeu Stoxx 600, que reúne ações de empresas de 17 países, encerrou o dia com alta de 2,22%. O DAX, de Frankfurt, subiu 2,12%, e o CAC 40, de Paris, avançou 2,94%. Em Londres, o FTSE 100, que vinha em queda, também valorizou 2,15%.

Nos Estados Unidos, as altas em Wall Street foram generalizadas. Às 16h50, o S&P 500 subiu 1,49%, o Dow Jones 1,31%, e o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, 2,05%. S&P 500 e Nasdaq atingiram novos recordes na sessão.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que o dólar iniciou o dia em queda, seguindo a fraqueza global da moeda americana em um ambiente de maior apetite por risco. Esse cenário foi impulsionado pela redução das tensões entre EUA e Irã e pela queda dos rendimentos das Treasuries, títulos da dívida americana.

“O movimento levou o dólar a testar mínimas em mais de dois anos, chegando a R$ 4,89, ampliando as perdas no ano”, comenta o analista. “No entanto, ao longo da sessão, o câmbio reverteu para alta devido a ajustes técnicos após o forte rali recente do real, que parece se consolidar entre R$ 4,90 e R$ 4,95.”

Shahini observa que a melhora no ambiente para ativos de risco, juntamente com o fluxo externo positivo e o preço do petróleo ainda elevado, além da fraqueza do dólar globalmente, são fatores que dão suporte ao fortalecimento do real.

Nesta quarta-feira, o Banco Central (BC) realizou um leilão de 10 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente a US$ 500 milhões. Na prática, essa operação representa um impulso de alta para o dólar no mercado futuro, que, sendo o mais líquido no Brasil, tende a puxar as cotações também no mercado à vista. Ou seja, a medida visa conter uma valorização acentuada do real.

O aumento da cotação do dólar frente ao real ocorreu na contramão do mercado global. Segundo o índice DXY, a moeda americana perdeu força, registrando uma queda de 0,48%, aos 98,02 pontos, em relação a uma cesta de seis divisas fortes globais (euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço).

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