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terça-feira, agosto 25, 2026

IA recria rosto de vítima de Pompeia e revela últimos momentos antes da tragédia

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Pesquisadores do Parque Arqueológico de Pompeia utilizaram inteligência artificial para reconstruir, pela primeira vez, a aparência de uma vítima da erupção do Monte Vesúvio, que destruiu a cidade romana de Pompeia no ano 79 d.C.

A recriação foi feita a partir de restos mortais encontrados em escavações recentes e resultou na imagem de um homem em fuga, aparentemente tentando se proteger com um objeto sobre a cabeça. Segundo os arqueólogos, ele carregava um pilão de terracota, possivelmente usado como uma tentativa desesperada de defesa contra a chuva de fragmentos vulcânicos.

Fuga interrompida pela erupção

Os vestígios foram localizados na região da Porta Stabia, fora do centro urbano, o que reforça a hipótese de que muitas vítimas morreram tentando escapar. De acordo com os pesquisadores, o homem provavelmente foi atingido por lapilli — pequenos pedaços de rocha e lava expelidos durante a erupção.

Outro corpo encontrado nas proximidades indica que não se trata de um caso isolado. As evidências sugerem que parte da população tentou alcançar a costa na tentativa de fugir da catástrofe.

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Nova leitura sobre o número de vítimas

As descobertas ajudam a explicar por que o número de mortos dentro da cidade é relativamente baixo em comparação com a população estimada na época. Cerca de 2 mil corpos foram encontrados, enquanto Pompeia teria abrigado até 20 mil habitantes.

Tecnologia como ferramenta — e desafio

Os pesquisadores destacam que o uso da inteligência artificial ainda é experimental na arqueologia. A técnica permite visualizar rostos e cenários com mais realismo, mas também levanta debates sobre precisão e interpretação histórica.

“Consideramos importante apresentá-lo como uma forma experimental de representação, pois oferece uma série de ideias para um tema de grande relevância: o potencial e os riscos do uso da inteligência artificial na arqueologia”, afirmaram os autores do estudo.

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Uma cidade congelada no tempo

Pompeia é hoje um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo. A cidade foi soterrada por cinzas e materiais vulcânicos, o que preservou estruturas, objetos e até formas humanas por quase dois mil anos — oferecendo um retrato único da vida e da morte no Império Romano.

Com o auxílio da tecnologia, cientistas agora conseguem não apenas estudar esse passado, mas também “reconstruir rostos” e aproximar ainda mais a história da realidade humana.

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