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quarta-feira, setembro 16, 2026

Gabriel Galípolo destaca a importância da autonomia do Banco Central em evento em São Paulo

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Galípolo defende autonomia financeira do BC em evento do Focus (Foto: Instagram)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reafirmou a necessidade de garantir a autonomia financeira e orçamentária da instituição. Segundo ele, esse passo é crucial para que o BC possa desempenhar melhor suas funções, incluindo a supervisão do sistema financeiro. As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira (9/4), durante a cerimônia de premiação do Top 5 da pesquisa Focus de 2025, em São Paulo.

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Durante seu discurso, Galípolo evitou discutir temas como a política monetária, a taxa básica de juros, atualmente em 14,75% ao ano, ou a inflação. Também não mencionou o escândalo envolvendo o Banco Master, mas destacou a necessidade de "cortar na própria carne". No mês passado, dois funcionários do BC foram afastados devido a suspeitas relacionadas ao caso Master.

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Galípolo ressaltou que a autonomia do BC é uma questão de institucionalidade, que não pode ser negociada. Ele mencionou que, embora a palavra "autonomia" possa necessitar de um "rebranding", é essencial completar esse processo para garantir a independência do mandato do BC.

A autonomia financeira do BC está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC 65/2023), que tramita no Congresso há três anos. A PEC transformaria o BC em uma empresa pública com total autonomia financeira, permitindo-lhe definir planos de carreira e salários, além de contratações e reajustes.

Desde 2021, após a sanção de um projeto pelo então presidente Jair Bolsonaro, o BC já possui autonomia operacional, o que limita a influência do Executivo sobre suas decisões. Galípolo destacou a importância de um ambiente de trabalho adequado para os servidores do BC e expressou orgulho pelo trabalho realizado na pesquisa Focus.

Em São Paulo, ele reforçou que o BC deve ter a coragem de investigar e corrigir eventuais erros internamente. Essa autonomia é essencial para a integridade da instituição, afirmou Galípolo, que destacou a importância da transparência e da verdade.

O presidente do BC também celebrou a diversidade de opiniões no mercado financeiro, ressaltando que a pluralidade de visões é fundamental para um debate saudável. Ele defendeu que a pesquisa Focus, que reúne projeções de mais de 100 instituições financeiras, é uma ferramenta importante para entender as expectativas econômicas.

Na última edição do Focus, divulgada na segunda-feira (6/4), a estimativa de inflação para 2026 foi ajustada para 4,36%, abaixo do teto da meta. A previsão para o PIB foi mantida em 1,85%. A meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

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