
Sede do J.P. Morgan em Nova York (Foto: Instagram)
O CEO do J.P. Morgan, Jamie Dimon, alertou nesta segunda-feira (6/4) que a intensificação do conflito no Oriente Médio pode resultar em novos aumentos nos preços do petróleo, o que, por sua vez, pode elevar a inflação e os juros além do que o mercado espera.
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Na sua carta anual aos acionistas, Dimon descreveu o atual cenário geopolítico e econômico como "desafiador", destacando também a guerra entre Rússia e Ucrânia e a relação entre EUA e China.
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Dimon mencionou que, devido à guerra no Irã, há um risco adicional de choques duradouros nos preços do petróleo e de outras commodities, além de uma possível reconfiguração das cadeias de suprimento global, o que poderia causar uma inflação mais persistente e, consequentemente, juros mais altos do que os previstos atualmente pelo mercado.
De acordo com Dimon, ainda é cedo para determinar se os EUA alcançarão seus objetivos na guerra contra o Irã. Ele destacou que a escalada nuclear continua sendo o maior risco global no momento.
Apesar dos alertas sobre inflação e juros, Dimon afirmou que a economia dos EUA permanece resiliente, mesmo com sinais de enfraquecimento nos últimos meses.
Na semana passada, o índice S&P 500 encerrou março com seu pior desempenho trimestral desde 2022, pressionado pela guerra no Oriente Médio e pelo aumento dos preços de energia.
Na última reunião do Federal Reserve (Fed), há três semanas, os juros foram mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme as previsões da maioria dos analistas do mercado. O próximo encontro para definir a taxa de juros está agendado para os dias 28 e 29 de abril.



