
Dólar em alta com tensão entre EUA e Irã e petróleo acima de US$116 (Foto: Instagram)
O dólar registrava alta nesta terça-feira (7/4), em meio a uma nova elevação nos preços do petróleo no mercado internacional e ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
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Os mercados globais observam com preocupação os desdobramentos do conflito entre norte-americanos e iranianos. O presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um ultimato ao Irã que se encerra às 21 horas (horário de Brasília) desta terça-feira.
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Trump exige que o regime iraniano reabra o Estreito de Ormuz, um canal marítimo estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o "gargalo" mais importante do mundo para a energia, concentrando cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é vital para a economia global.
DÓLAR
- Às 15h56, o dólar subia 0,51%, cotado a R$ 5,165.
- Mais cedo, às 14h18, a moeda americana avançava 0,56%, sendo negociada a R$ 5,168.
- Na máxima do dia até o momento, o dólar atingiu R$ 5,173. A mínima foi de R$ 5,137.
- No dia anterior, o dólar fechou em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,146.
- Com esse resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,62% em abril e de 6,24% em 2026 frente ao real.
IBOVESPA
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no pregão.
- Às 15h57, o Ibovespa recuava 0,78%, aos 186,6 mil pontos.
- No dia anterior, o indicador fechou em leve alta de 0,06%, aos 188,1 mil pontos, praticamente estável.
- Com esse desempenho, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 0,37% no mês e de 16,78% no ano.
PRAZO FINAL DADO POR TRUMP SE APROXIMA
A poucas horas do prazo final imposto por Trump, o presidente dos EUA intensificou ameaças contra o Irã e aumentou a pressão por um acordo, afastando-se do tom diplomático em meio ao impasse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em coletiva na Casa Branca, na segunda-feira (6/4), Trump afirmou que o país persa poderia ser "eliminado em uma noite". A escalada ocorre em meio ao fracasso de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, rejeitada tanto por Washington quanto por Teerã.
O plano previa uma trégua inicial de 45 dias e a reabertura gradual da principal rota global de transporte de petróleo. O governo iraniano classificou os termos como "ilógicos" e reiterou que não negocia sob ameaça.
Em paralelo, Trump ameaçou diretamente a infraestrutura iraniana, citando pontes e usinas de energia como possíveis alvos. "Eles não terão pontes, nem usinas de energia. Não terão nada", declarou, sugerindo que ataques poderiam ocorrer em poucas horas caso não haja acordo.
O Irã, por sua vez, rechaçou as ameaças de Trump, classificando-as como "delirantes" e "insolentes". Em pronunciamento na TV estatal, o chefe do Comando Militar, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que os EUA não conseguirão reparar a "humilhação" sofrida na região da Ásia Ocidental.
Em tom de provocação, o porta-voz militar iraniano disse que as declarações de Trump são "grosseiras e infundadas" e não têm poder para alterar o curso dos acontecimentos.
NOVAS DISPARADA DO PETRÓLEO ASSUSTA O MERCADO
A escalada nas ameaças mútuas entre EUA e Irã voltou a impactar diretamente a cotação do petróleo no mercado internacional, que já ultrapassou os US$ 116 o barril.
Por volta das 10h45 (horário de Brasília) desta terça-feira, o contrato futuro para maio do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,3% e era negociado a US$ 116,12.
No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo tipo Brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 0,84%, a US$ 110,69.
O petróleo está em disparada desde as primeiras horas do dia. Mais cedo, às 8h35 (de Brasília), o barril do WTI subia 1,95%, cotado a US$ 114,60, enquanto o Brent avançava 0,9%, a US$ 110,76.



