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quarta-feira, setembro 16, 2026

ONU reage a lei israelense e aponta violação ao direito internacional

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A Organização das Nações Unidas voltou a pressionar Israel após a aprovação de uma lei que prevê pena de morte para palestinos julgados por tribunais militares em casos de ataques fatais. Para o órgão internacional, a medida contraria normas básicas do direito humanitário e levanta dúvidas sobre garantias legais fundamentais.

O posicionamento foi feito pelo alto comissário de Direitos Humanos, Volker Türk, que classificou a legislação como incompatível com as obrigações internacionais assumidas por Israel. Em comunicado, ele alertou que a norma apresenta falhas graves, incluindo restrições ao direito de defesa e ausência de mecanismos de revisão ou clemência.

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A lei, aprovada pelo Parlamento israelense na última segunda-feira, estabelece o enforcamento como punição padrão nesses casos e prevê que a execução possa ocorrer em até 90 dias após a condenação. Segundo Türk, além de endurecer o sistema penal, o texto também tem caráter discriminatório, ao se aplicar especificamente a palestinos julgados em cortes militares.

O representante da ONU destacou que o direito internacional impõe limites rigorosos ao uso da pena de morte, especialmente em contextos de conflito, e exige respeito pleno ao devido processo legal. Para ele, a nova legislação ignora esses princípios e pode aprofundar tensões na região.

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Criada em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, a ONU reúne atualmente 193 países e atua como principal fórum internacional para promoção da paz, dos direitos humanos e da cooperação entre nações. Ao longo de sua história, a organização tem desempenhado papel central na mediação de conflitos e na defesa de normas internacionais.

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