A última década foi a mais quente já registrada no planeta, segundo relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial, órgão ligado à Organização das Nações Unidas. O estudo aponta que o período entre 2015 e 2025 concentrou os anos com temperaturas globais mais elevadas desde o início das medições.
De acordo com o documento, intitulado “Estado do Clima Global 2025”, o ano passado figura entre o segundo ou terceiro mais quente da história, com temperatura média cerca de 1,43°C acima dos níveis pré-industriais.
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Indicadores em nível crítico
O relatório destaca que, embora 2025 tenha sido ligeiramente mais frio que 2024, outros sinais do aquecimento global atingiram patamares inéditos. Entre eles, o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera e o aquecimento dos oceanos, ambos em níveis recordes.
Para os especialistas, esses dados reforçam que o planeta enfrenta um cenário de desequilíbrio climático crescente. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a situação como alarmante. “O estado do clima global é de emergência. O planeta Terra está sendo levado além de seus limites”, afirmou.
Novo indicador mede calor acumulado
Uma das novidades do relatório é o cálculo do chamado desequilíbrio energético da Terra, indicador que mede a diferença entre a energia solar recebida pelo planeta e a quantidade devolvida ao espaço.
Quando esse índice é positivo, significa que mais calor está sendo retido na Terra — fator diretamente ligado ao aumento das temperaturas globais. Em 2025, esse indicador atingiu o maior nível desde o início das medições, em 1960.
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Impactos e desafios
O acúmulo de gases de efeito estufa faz com que o calor permaneça na atmosfera por mais tempo, elevando o risco de eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas intensas.
Especialistas alertam que parte desse aquecimento já é irreversível, mas reforçam que a redução das emissões ainda é fundamental para evitar consequências mais graves no futuro.
A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial, Celeste Saulo, destacou que o relatório tem como objetivo orientar decisões globais. “Quando observamos o presente, não estamos apenas prevendo o tempo, estamos protegendo o amanhã”, afirmou.
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