Um jovem britânico de apenas 21 anos decidiu dar um passo incomum na geopolítica europeia: fundar o próprio país. Daniel Jackson anunciou a criação da chamada República Livre de Verdis, localizada às margens do Rio Danúbio, em uma faixa de terra reivindicada tanto pela Sérvia quanto pela Croácia.
A iniciativa começou em 2019 e, segundo Jackson, já mobilizou cerca de 180 mil libras em investimentos para estruturar a micronação. Desde então, ele se apresenta como presidente do novo Estado e afirma ter nomeado ministros, embaixadores e estabelecido uma organização administrativa própria.
Apesar da formalização institucional, nenhum integrante de Verdis esteve fisicamente no território. A atuação do governo ocorre integralmente no ambiente digital, onde são realizadas reuniões e processos de cidadania.
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Cidadãos e critérios rígidos
Atualmente, cerca de 400 pessoas possuem cidadania oficial da micronação, com direito a passaporte próprio que inclui elementos de segurança, como marcações visíveis sob luz ultravioleta. Outras 2.800 já demonstraram interesse em aderir.
O processo seletivo impõe exigências claras: candidatos não podem ter antecedentes criminais e devem apresentar histórico considerado exemplar. O projeto também busca profissionais com formação técnica, especialmente nas áreas de saúde e infraestrutura.
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Inspiração em outra micronação
A criação de Verdis segue o modelo da República Livre de Liberland, proclamada em 2015 pelo político tcheco Vít Jedlička em área semelhante entre Croácia e Sérvia.
Com extensão estimada em cerca de 75 campos de futebol, maior que a do Vaticano, Verdis adota bandeira azul e branca e mantém presença ativa nas redes sociais.
Embora o reconhecimento internacional não exista e a soberania da região continue indefinida, o caso chama atenção pela ousadia: um jovem de 21 anos que, sem ocupar o território, estruturou um país no papel e atraiu centenas de “cidadãos” ao redor do mundo.
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