O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (1º) que o país irá “vingar” a morte de três militares americanos no conflito em curso com o Irã. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o chefe da Casa Branca reconheceu que novas baixas podem ocorrer, mas reforçou que a campanha militar seguirá adiante.
“Infelizmente, é possível que haja mais [baixas]. Mas os EUA vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais devastador contra os terroristas que estão travando uma guerra, essencialmente, contra a civilização”, afirmou.
No pronunciamento, Trump também direcionou um recado à Guarda Revolucionária Iraniana e às forças de segurança do país. Segundo ele, integrantes dessas corporações devem “depôr as armas e receber imunidade total” ou enfrentarão “a morte certa”.
Além das ameaças, o presidente fez um apelo direto à população iraniana, incentivando opositores do regime a reagirem. “Apelo a todos os patriotas iranianos que anseiam por liberdade que aproveitem este momento, que sejam corajosos, ousados, heroicos e retomem seu país”, declarou.
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Ofensiva ampliada
De acordo com Trump, centenas de alvos foram atingidos na operação militar, incluindo instalações da Guarda Revolucionária e sistemas de defesa aérea. O presidente afirmou ainda que membros do alto comando militar iraniano “se foram” e, mais cedo, havia mencionado a morte de 48 integrantes da cúpula do regime.
A atual escalada começou no sábado (28), quando forças dos EUA e de Israel realizaram ataques contra alvos estratégicos em Teerã e em outras regiões iranianas. A ofensiva resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, segundo autoridades envolvidas na operação.
Em resposta, Teerã lançou mísseis contra bases militares americanas instaladas em países do Golfo e atingiu áreas civis em Israel e nos Emirados Árabes Unidos. Além dos três militares mortos, outros cinco soldados ficaram gravemente feridos.
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A imprensa estatal iraniana informou que mais de 200 pessoas morreram e cerca de 700 ficaram feridas em decorrência dos bombardeios iniciais.
Trump reafirmou que as ações continuarão “com força total” até que as metas definidas por Washington sejam cumpridas. Apesar disso, não detalhou quais são os objetivos estratégicos da operação nem indicou prazo para o fim do confronto, que entra em seu segundo dia sob forte tensão internacional.
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