Um episódio inusitado marcou a participação brasileira no esqui cross-country nesta quarta-feira (18). Durante a chegada da prova sprint por equipes, um cachorro atravessou a linha de chegada exatamente no momento em que Eduarda Ribera concluía sua volta. O sistema eletrônico registrou a passagem do animal como se fosse da atleta, alterando temporariamente a classificação do Brasil.
Na primeira leitura, o tempo colocou Ribera entre as 12 melhores da bateria, o que representaria uma subida expressiva na tabela. Pouco depois, porém, a organização revisou o resultado ao analisar as imagens e constatou que o sensor havia identificado o cachorro como competidor.
A prova foi disputada em Tesero, na Itália. Após a correção, confirmou-se que Eduarda completou o percurso de 1,5 km em 3min55s66, encerrando a bateria na 24ª colocação individual. Somando o desempenho da dupla formada por Ribera e Bruna Moura, o Brasil terminou a disputa em 21º lugar geral, fora da zona de classificação para a final.
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Segundo informações apuradas no local, o cachorro se chama Nazgûl — nome inspirado no universo de O Senhor dos Anéis — e vive nas proximidades da pista.
Apesar da eliminação, a equipe brasileira registrou avanço na modalidade. Na segunda rodada, Bruna Moura marcou 3min41s60, o melhor tempo já obtido pelo país em prova por equipes no esqui cross-country em Jogos de Inverno.
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Ao todo, 15 das 26 duplas avançaram para a final. Mesmo com o imprevisto canino, a participação brasileira foi considerada positiva dentro do processo de desenvolvimento do esporte no país.
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