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quarta-feira, setembro 16, 2026

Opas emite alerta após alta de casos de chikungunya nas Américas

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O avanço recente de casos de chikungunya em países do continente levou a Organização Pan-Americana da Saúde a divulgar um novo alerta epidemiológico. A entidade chama atenção para o risco de surtos e orienta governos a fortalecerem a vigilância, ampliarem o controle vetorial e prepararem os serviços de saúde para possível aumento da demanda.

De acordo com o comunicado, o crescimento das notificações vem sendo observado desde o fim de 2025, incluindo o retorno da transmissão local em regiões que estavam há anos sem registrar circulação do vírus. A presença disseminada do Aedes aegypti — principal transmissor — e do Aedes albopictus favorece a propagação, especialmente em períodos de calor intenso e condições ambientais que facilitam a reprodução do inseto.

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A chikungunya chegou às Américas em 2013 e, após anos de menor incidência, voltou a preocupar especialistas. Países como Guiana, Guiana Francesa e Suriname registraram novos casos depois de quase uma década sem transmissão ativa.

Dados globais indicam que, ao longo de 2025, mais de 500 mil casos foram notificados em 41 países. Somente nas Américas, foram contabilizados mais de 300 mil registros e cerca de 170 mortes.

A doença é caracterizada por febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por semanas ou até meses. Também são comuns sintomas como dor muscular, fadiga, náusea, dor de cabeça e manchas na pele. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas apresentam maior risco de complicações.

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Não há antiviral específico para tratar a infecção, e o atendimento médico se concentra no controle dos sintomas e no acompanhamento de grupos mais vulneráveis. A Opas recomenda que profissionais de saúde incluam a chikungunya entre as hipóteses diagnósticas em casos de febre associada a erupções cutâneas.

Para a população, a prevenção continua sendo a principal estratégia. Eliminar água parada, usar repelente, vestir roupas que cubram braços e pernas e utilizar telas ou mosquiteiros são medidas fundamentais para reduzir a proliferação do mosquito e conter a transmissão do vírus.

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