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quarta-feira, setembro 16, 2026

Raio quando atinge o corpo humano pode interromper respiração e coração em segundos

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Ser atingido por um raio é um dos eventos naturais mais extremos a que o corpo humano pode ser exposto. A descarga elétrica, que ocorre durante tempestades, libera uma quantidade massiva de energia em frações de segundo e pode provocar danos severos — ou fatais — mesmo sem contato prolongado.

Os raios se formam a partir da atração entre cargas elétricas opostas, podendo ocorrer tanto entre nuvens quanto entre a nuvem e o solo. Quando essa energia atravessa o corpo humano, os efeitos não se limitam à eletricidade: entram em jogo também calor intenso e força mecânica.

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O que o raio provoca no organismo

O impacto mais grave costuma atingir os sistemas respiratório e cardiovascular. Em parte dos casos fatais, a corrente elétrica interrompe simultaneamente a respiração e os batimentos cardíacos. Mesmo quando o coração volta a funcionar espontaneamente, a ausência de oxigenação pode levar a uma nova parada cardíaca em poucos minutos.

O sistema nervoso também está entre os mais afetados. A passagem da corrente pode causar perda de consciência, convulsões e danos neurológicos temporários ou permanentes, dependendo da intensidade da descarga e da área atingida.

Queimaduras são outro efeito possível. Apesar da enorme temperatura envolvida, elas nem sempre são profundas, já que o contato com o raio dura apenas milissegundos. Ainda assim, marcas na pele e lesões internas podem ocorrer, sobretudo nos pontos de entrada e saída da corrente.

A pessoa fica “eletrizada” após o impacto

Não. Uma pessoa atingida por um raio não permanece com carga elétrica no corpo e não representa risco para quem presta socorro. O perigo existe apenas em situações indiretas, como quando a descarga atinge um objeto próximo e se espalha lateralmente — fenômeno conhecido como descarga lateral.

Por isso, ao encontrar uma vítima, é seguro se aproximar, afastá-la de riscos adicionais e acionar imediatamente o resgate. O atendimento rápido é decisivo para a sobrevivência.

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Como reduzir o risco durante tempestades

A principal forma de proteção é buscar abrigo assim que surgirem os primeiros sinais de trovoadas. Ambientes fechados e estruturados oferecem a maior segurança, assim como veículos com carroceria metálica e teto rígido.

Dentro de casas, recomenda-se manter distância de janelas, portas metálicas, tomadas e evitar contato com água ou equipamentos ligados à rede elétrica. No carro, janelas devem permanecer fechadas, e o contato com partes metálicas internas deve ser evitado.

Áreas abertas representam alto risco. Árvores isoladas, cercas metálicas, postes e equipamentos agrícolas funcionam como condutores e aumentam a chance de atração da descarga. Piscinas, praias, rios e lagos devem ser deixados imediatamente.

Se não houver abrigo disponível, a orientação é agachar-se com os pés juntos, reduzindo o contato com o solo e nunca se deitar.

Em resumo

Durante tempestades com raios:

  • Procure abrigo em edificações fechadas ou veículos não conversíveis

  • Evite água, objetos metálicos e aparelhos elétricos

  • Afaste-se de árvores isoladas, campos abertos e estruturas condutoras

  • Em último caso, agache-se com os pés unidos

A prevenção é simples, mas faz diferença entre a vida e a morte. Raios são imprevisíveis — e agir rápido é a única forma eficaz de reduzir os riscos.

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