A escritora e estrategista política Ashley St. Clair, que ficou conhecida por dizer ser mãe de um dos filhos de Elon Musk, afirmou ter virado alvo de imagens falsas sexualizadas geradas a partir de fotos reais com o uso do Grok, ferramenta de IA vinculada ao X. O depoimento foi publicado pelo The Guardian e voltou a colocar a rede social no centro de críticas sobre moderação, segurança e consentimento em produtos de inteligência artificial.
Segundo St. Clair, o material foi criado e disseminado sem autorização, em um contexto que ela descreve como assédio digital. Ao falar sobre o impacto do episódio, ela disse ter se sentido “horrorizada” e “violada”, e tratou o caso como exemplo de como sistemas de IA podem ser usados para atacar mulheres e desestimular sua participação no debate público.
Em outro trecho citado no material que você enviou, o relato aparece em primeira pessoa como ‘Fui violada’. A preocupação, segundo a reportagem, aumentou pelo caráter repetido da prática e pela circulação do conteúdo entre perfis diferentes.
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Remoção só após cobrança externa
St. Clair disse ter denunciado as imagens à plataforma, mas relatou que a resposta inicial foi insuficiente. Conforme a apuração do Guardian, a remoção ganhou tração depois que o jornal procurou o X para comentar o caso, o que reforçou a crítica sobre a dependência de pressão pública para que medidas sejam tomadas.
Após a repercussão, o X afirmou que contas que utilizarem o Grok para criar conteúdo ilegal podem ser punidas, incluindo suspensão permanente, e que a plataforma aplica políticas semelhantes às usadas para uploads ilícitos, com possibilidade de acionar autoridades quando necessário.
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Discussão maior sobre falhas de salvaguardas
O episódio ocorre em meio a uma onda de questionamentos sobre a capacidade do Grok de impedir usos abusivos na edição e geração de imagens. Reportagens recentes apontam que brechas de segurança permitiram a circulação de conteúdo não consensual na plataforma, o que vem motivando escrutínio público e regulatório.
No Brasil, casos semelhantes também foram relatados por veículos de tecnologia, reforçando o debate sobre responsabilização, mecanismos de denúncia e proteção das vítimas quando imagens são manipuladas e distribuídas online sem consentimento.
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