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quinta-feira, setembro 17, 2026

Parque descarta sacrificar leoa após ataque fatal e reforça que animal não teve conduta agressiva

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A leoa Leona, envolvida no ataque que matou um jovem de 19 anos no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, continuará sendo mantida no recinto e não corre risco de ser sacrificada. A administração do zoológico informou que o comportamento do animal não indica agressividade fora da situação de estresse provocada pela invasão, e reforçou que a possibilidade de eutanásia “nunca foi considerada”.

De acordo com o parque, Leona passou por um “nível elevado de estresse” após o episódio, mas se recupera sob observação de veterinários, tratadores e técnicos, que acompanham sua rotina para garantir estabilidade emocional e retorno gradual às atividades.

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O ataque ocorreu no último domingo (30/11). Segundo a direção do parque e a Prefeitura de João Pessoa, o jovem escalou uma parede de aproximadamente seis metros, ultrapassou barreiras de segurança, subiu em uma árvore do recinto e entrou na área dos felinos de forma “deliberada”. Imagens registradas por visitantes mostram o momento em que o rapaz invade o local antes de ser atacado.

Após o incidente, o Parque da Bica foi fechado temporariamente. O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba (CRMV-PB) informou que formará uma comissão para avaliar as condições do zoológico e dos protocolos de segurança. Não há previsão de reabertura.

A vítima foi identificada como Gerson de Melo Machado, conhecido como Vaqueirinho. Ele tinha histórico de transtornos mentais e era acompanhado pelo Conselho Tutelar. A conselheira Veronica Oliveira relatou que o jovem não recebia o tratamento necessário, apesar das reiteradas solicitações do órgão.

“Embora o Conselho solicitasse laudos porque era visível o transtorno mental, o Estado dizia que ele só tinha um problema comportamental. Será que alguém que entra na jaula de leão, que joga paralelepípedo no carro da polícia, tem problema comportamental? Não, isso não é só problema comportamental. Gerson precisava de tratamento, que não foi oferecido”, afirmou ela.

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A conselheira disse ainda que o rapaz havia passado por acolhimento institucional e enfrentava vulnerabilidade familiar. “O Conselho Tutelar de Mangabeira não vai se calar. Nós lutamos muito tentando garantir os direitos de Gerson. O meu sentimento hoje é de revolta”, declarou.

Enquanto as investigações prosseguem, Leona segue em acompanhamento intensivo e não será transferida ou submetida a medidas extremas, segundo a administração da Bica, que reforça o compromisso com a segurança de visitantes, funcionários e animais.

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