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quarta-feira, setembro 16, 2026

CEEX 2025: o futuro dos creators no Brasil

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Malu Borges uma das maiores creators de moda da atualidade em painel no primeiro dia do CEEX 2025. (Foto: Pardal Tech)

O CEEX 2025 encerrou sua edição em São Paulo reunindo creators, marcas, startups, educadores, plataformas e investidores em dois dias de programação intensa. Mas, mais do que palestras, ativações e palcos lotados, o CEEX deixou sinais claros — quase incontornáveis — sobre para onde a creator economy brasileira está caminhando.

A seguir, a Pardal Tech apresenta a análise definitiva de pós-evento: os movimentos reais, os contrastes e as oportunidades que o CEEX explicitou.


A creator economy virou economia real

Um ponto ficou evidente logo na entrada do São Paulo Expo: o mercado não está mais tratando creators como entretenimento periférico.

A presença de:

  • marcas tradicionais,

  • universidades como ESPM,

  • startups early e growth stage,

  • plataformas consolidadas,

  • premiações como o Digital Awards BR,

colocou creators no centro da discussão econômica — e não apenas na estética das redes sociais.

A creator economy está, de fato, passando por institucionalização.
E isso muda tudo.

Creators deixam de ser “meio” e passam a ser agentes de negócios.


O novo criador é founder — não influenciador

Nos corredores do evento, um discurso se repetia: “creator que não cria produto estagna.”
E é verdade.

Durante anos, o mercado girou em torno de:

  • publis,

  • alcance,

  • engajamento,

  • entregáveis,

  • métricas de vaidade.

O CEEX 2025 mostrou que essa lógica chegou ao limite.

A nova fase é do creator-empreendedor, do founder-creator.
Criadores capazes de:

  • desenvolver produtos próprios,

  • construir marcas autorais,

  • ativar comunidades,

  • gerar receita recorrente,

  • escalar negócios independentes.

Esse movimento ficou mais forte fora dos palcos do que dentro — uma conversa crescente entre creators que querem menos dependência de plataformas e mais autonomia de receita.


Audiência não sustenta. Comunidade, sim.

Se existe um consenso pós-CEEX, é este:
Quem constrói comunidade, constrói negócio.

O discurso de seguidores, views e alcance está velho.
2025 inaugura o ciclo da:

  • participação,

  • co-criação,

  • pertencimento,

  • recorrência,

  • construção conjunta.

Creators que constroem comunidade vendem mais, escalam mais rápido e são menos dependentes de algoritmo.

E isso apareceu:

  • nos estandes,

  • nas ativações,

  • nas conversas de bastidor,

  • na forma como marcas autorais se posicionaram.

A audiência é o topo.
A comunidade é a base.


Conclusão: o Brasil está entrando na fase mais importante da creator economy

Se 2023–2024 foram as fases de “explosão” da creator economy…
2025–2026 serão a fase da maturidade.

O CEEX deixou claro:

  • A era das publis está mudando.

  • O criador que não empreende fica estagnado.

  • Produto é o novo currículo dos creators.

  • Comunidade é o novo algoritmo.

  • Marcas precisam aprender a co-criar.

  • O setor está mais institucional que nunca.

  • E estamos apenas no começo.

O futuro pertence aos founder-creators — criadores que não apenas influenciam, mas constroem negócios, narrativas, comunidades e legados.

E esse movimento está só começando.

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