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quarta-feira, setembro 16, 2026

Rombo das estatais dispara e deve superar recorde histórico, puxado pela crise dos Correios

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O desempenho das estatais federais acendeu um novo alerta no governo. Dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (28/11) mostram que, de janeiro a outubro deste ano, empresas públicas acumularam um déficit de R$ 6,35 bilhões — valor que praticamente iguala o rombo de 2024, então o maior da série histórica, com R$ 6,73 bilhões. Com dois meses restantes para o fechamento do ano, a expectativa é de um resultado ainda mais negativo.

O cálculo engloba companhias como Correios, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev, Emgea, Emgepron e Hemobrás. A Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos ficam de fora do levantamento.

Na comparação com o mesmo período de 2024, quando o déficit parcial alcançava R$ 4,45 bilhões, o aumento é de 42%. Em 2023, o rombo acumulado até outubro havia sido bem menor, de R$ 286 milhões — diferença que evidencia o agravamento da situação financeira das estatais.

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Correios concentram a pior parte das perdas

O caso mais crítico segue sendo o dos Correios. Somente no primeiro semestre, a estatal registrou prejuízo de R$ 4,37 bilhões, quase três vezes o resultado negativo do primeiro semestre de 2024 (R$ 1,35 bilhão). A deterioração acelerada das contas elevou a pressão por uma resposta do governo federal.

A medida mais recente foi a aprovação, no dia 19, de um plano de reestruturação que autoriza um empréstimo de até R$ 20 bilhões ainda em novembro. O objetivo é permitir que a empresa honre compromissos imediatos enquanto busca reorganizar suas finanças.

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A crise dos Correios também impacta o esforço fiscal do governo, que tenta fechar o ano dentro da meta de resultado primário — déficit zero, com margem de tolerância de até R$ 31 bilhões. Para acomodar a deterioração das estatais, o Executivo anunciou um contingenciamento adicional de R$ 3,3 bilhões no Orçamento.

Com prejuízos sucessivos e perspectivas negativas, as contas das empresas públicas se tornaram mais um desafio relevante na tentativa de estabilizar a trajetória fiscal do país.

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