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quinta-feira, setembro 17, 2026

Louvre reforça segurança após roubo milionário e instalará 100 novas câmeras até 2026

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O Museu do Louvre anunciou um pacote de reforço na segurança que contempla a instalação de 100 câmeras externas até o fim de 2026. A medida, apresentada pelo diretor da instituição, Laurence Des Cars, em audiência na Assembleia Nacional francesa, surge um mês após o roubo de joias da galeria Apollo — um dos episódios mais graves da história recente do museu.

O furto, ocorrido em 19 de outubro, envolveu quatro homens que chegaram ao local em uma caminhonete roubada e usando coletes refletivos para simular uma equipe de manutenção. O grupo arrombou uma janela com pouca proteção e, em poucos minutos, retirou do espaço oito peças da coroa francesa avaliadas em mais de R$ 550 milhões. Entre os itens estavam joias ligadas ao período napoleônico, como um colar de esmeraldas oferecido por Napoleão I e um diadema repleto de pérolas e diamantes da imperatriz Eugênia. Uma nona peça, uma coroa ornamentada, acabou sendo perdida durante a fuga.

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O caso levou as autoridades a reconhecerem falhas no sistema de monitoramento atual, especialmente na área do arrombamento, que não possuía vigilância adequada. Embora quatro suspeitos tenham sido identificados e acusados, as joias seguem desaparecidas.

Para evitar novos incidentes, o Louvre também criará uma espécie de delegacia avançada dentro de sua área, ampliando a integração com a Polícia de Paris e garantindo presença policial constante. Segundo Des Cars, a instituição ainda implementará barreiras anti-intrusão e dispositivos de proteção nas vias ao redor até o fim deste ano.

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A resposta ocorre após críticas da Cour des Comptes, órgão francês de auditoria pública, que apontou falta de investimentos em modernização e infraestrutura. O diretor reconheceu as falhas, mas defendeu as escolhas feitas nas últimas décadas. “Assumo total responsabilidade por essas aquisições, que são o orgulho do nosso país e das nossas coleções”, declarou.

Enquanto reforça seus sistemas de vigilância, o museu segue colaborando com a polícia francesa, que continua a buscar as joias subtraídas no ataque que durou menos de sete minutos, mas deixou uma marca profunda na maior instituição cultural da França.

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