O lançamento do Neo, robô humanoide desenvolvido pela 1X Technologies, reacendeu o interesse pelo futuro da robótica pessoal. Capaz de lavar, organizar e até passar roupas, o modelo utiliza inteligência artificial para executar tarefas domésticas e custa cerca de US$ 20 mil (aproximadamente R$ 100 mil), tornando-se uma das opções mais acessíveis do mercado.
Mas o Neo está longe de ser o único representante dessa nova geração de máquinas projetadas para interagir com humanos. Hoje, o mercado global reúne modelos com diferentes propósitos — da pesquisa científica ao entretenimento —, com preços que variam entre R$ 100 mil e quase R$ 1 milhão, dependendo do nível de sofisticação.
O Atlas, da Boston Dynamics, é um dos exemplos mais impressionantes. Voltado à pesquisa, o robô bípedo é capaz de correr, saltar e executar movimentos complexos com alto grau de equilíbrio e agilidade. Seu preço supera US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil), mas ele ainda é restrito a laboratórios e testes de engenharia.
Outro nome icônico é Sophia, da Hanson Robotics, criada em Hong Kong. Focada em interação social, a robô ficou famosa por conceder entrevistas e até receber cidadania honorária na Arábia Saudita. Capaz de reconhecer rostos e expressar emoções, Sophia custa entre US$ 100 mil e US$ 150 mil (até R$ 800 mil).
Da Engineered Arts, no Reino Unido, vem Ameca, um robô projetado para interações públicas e demonstrações realistas. Suas expressões faciais e movimentos sutis impressionam por sua semelhança com os humanos. O valor inicial gira em torno de US$ 120 mil (aproximadamente R$ 650 mil).
++ Robô humanoide para tarefas domésticas chega ao mercado
No Japão, o Robear, criado por pesquisadores do RIKEN e da Sumitomo Riko, foi projetado para auxiliar no cuidado de idosos e pacientes hospitalares. A máquina é capaz de levantar e transportar pessoas com segurança, mas ainda não é vendida comercialmente. Seu preço estimado varia entre US$ 80 mil e US$ 100 mil (cerca de R$ 540 mil).
Apesar do avanço tecnológico, os especialistas ressaltam que a autonomia plena desses robôs ainda está longe de ser uma realidade. Por enquanto, eles permanecem como símbolos do potencial da inteligência artificial — e do quanto a ficção científica está se tornando cada vez mais próxima da vida real.
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