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quarta-feira, setembro 16, 2026

Pesquisa revela que homens preferem ver o time perder a falar sobre saúde da próstata

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Um novo levantamento realizado pela organização norte-americana Orlando Health revelou um dado alarmante sobre o comportamento masculino: 38% dos homens afirmam preferir situações estressantes — como ver o time do coração perder ou ficar presos no trânsito — a conversar sobre a saúde da próstata.

O estudo, feito com mais de mil homens adultos, mostra que o tabu em torno dos cuidados urológicos ainda é um dos principais obstáculos para o diagnóstico precoce de doenças graves, como o câncer de próstata, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no mundo.

De acordo com o urologista Jay Amin, do Orlando Health, o aumento natural da próstata é um processo comum do envelhecimento, influenciado por fatores hormonais e genéticos. “Isso pode ser devido à genética ou à forma como a próstata cresce em relação a certos hormônios do corpo”, explica.

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Os sintomas mais frequentes de alterações prostáticas incluem dificuldade para urinar, aumento da frequência urinária e sensação de urgência. Apesar de afetarem diretamente a qualidade de vida, muitos homens ainda evitam buscar ajuda médica, em parte por preconceito com o exame de toque retal, essencial para detectar alterações precoces.

Além do rastreamento regular, o tratamento das disfunções prostáticas também evoluiu consideravelmente. Entre os métodos mais modernos está o HoLEP, procedimento minimamente invasivo que remove o excesso de tecido prostático com laser de hólmio, realizado pela uretra — sem cortes e com recuperação rápida.

O médico destaca que o aumento da próstata atinge cerca de 60% dos homens aos 60 anos e pode chegar a 80% aos 80 anos, reforçando a importância do acompanhamento regular. “Conversar sobre sinais de alerta urinários é fundamental. Quanto antes diagnosticado, maiores são as chances de sucesso no tratamento”, alerta Amin.

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A pesquisa também reforça a necessidade de romper mitos sobre o tratamento do câncer de próstata, entre eles:

  • Não há uso de hormônios femininos: o tratamento bloqueia temporariamente a produção de testosterona, sem alterar características masculinas;

  • A castração química é reversível e não envolve cirurgia, sendo feita apenas com medicamentos;

  • A vida sexual pode ser preservada, já que eventuais efeitos colaterais, como disfunção erétil ou incontinência, são reversíveis e tratáveis.

Com o Novembro Azul se aproximando, especialistas reforçam que falar sobre saúde masculina não é sinal de fraqueza, mas de prevenção e autocuidado. O silêncio, alertam, ainda é o maior adversário da saúde do homem.

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