Pesquisadores da ETH Zurich, na Suíça, desenvolveram uma inovação que promete transformar o tratamento de uma das complicações mais dolorosas do diabetes: a neuropatia diabética. A startup Mynerva, derivada da instituição, criou uma meia inteligente equipada com chips, sensores e inteligência artificial capaz de aliviar dores, reduzir dormência e restaurar parte da sensibilidade nos pés.
O dispositivo, batizado de Leia, aplica pulsos elétricos não invasivos para estimular nervos ainda funcionais, ajudando o cérebro a reconhecer novamente os sinais táteis. A tecnologia foi pensada para oferecer uma terapia personalizada, adaptada aos padrões de movimento e à resposta neural de cada paciente.
“Nosso objetivo é devolver autonomia e conforto às pessoas que perderam parte da sensibilidade por causa do diabetes”, afirmam os criadores da Mynerva.
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Como funciona a meia Leia
A Leia conta com sensores de pressão integrados à sola, que registram o peso e o equilíbrio a cada passo. Os dados são processados por um microcomputador embutido, que os transforma em sinais elétricos enviados a eletrodos costurados no tecido, estimulando regiões nervosas ativas.
Esse processo resulta em alívio da dor, melhora na estabilidade da marcha e recuperação parcial da sensação tátil — um avanço que pode reduzir o uso de analgésicos potentes e o risco de quedas.
A neuropatia diabética atinge cerca de metade dos 560 milhões de pessoas com diabetes no mundo e é uma das principais causas de perda de mobilidade e úlceras nos pés.
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Testes e previsão de lançamento
Após cinco anos de desenvolvimento, a Mynerva planeja iniciar testes clínicos de longo prazo para avaliar se o uso contínuo da meia melhora a locomoção e previne lesões. O produto será analisado também quanto à durabilidade e conforto em uso diário.
A startup já obteve financiamento para registro de patentes e pretende buscar a aprovação da FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos).
Se todos os testes forem bem-sucedidos, a meia Leia deve chegar ao mercado até 2027, prometendo devolver qualidade de vida e autonomia a milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo.
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