O município do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 de atenção às 13h48 desta terça-feira (28), segundo informou o Centro de Operações e Resiliência (COR) da Prefeitura. A decisão foi tomada em razão dos intensos confrontos armados nas zonas Norte, Oeste e Sudoeste da cidade, que levaram à interdição de diversas vias.
De acordo com o COR, o estágio 2 é decretado quando há risco de ocorrências de alto impacto, seja por eventos previstos ou por dados técnicos que indiquem potencial de agravamento. Nessa condição, o município ainda não enfrenta danos generalizados, mas o alerta é ampliado para que a população se mantenha informada e siga as orientações de segurança.
Vias no entorno dos complexos do Alemão, da Penha, do Chapadão, além de áreas em Freguesia (Jacarepaguá), São Francisco Xavier e Taquara, sofreram interdições temporárias por conta da troca de tiros entre criminosos e forças policiais.
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O sistema de transporte público também foi impactado. A Rio Ônibus informou que mais de 100 linhas alteraram seus trajetos, enquanto a MOBI-Rio registrou paralisações nos corredores Transbrasil e Transcarioca, além de restrições nos serviços de conexão do BRT.
O Centro de Operações orientou que moradores evitem circular nas áreas afetadas, permaneçam em locais seguros e acompanhem as atualizações pelos canais oficiais. Em caso de emergência, devem ser acionados os telefones 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Operação mais letal do Rio
O alerta foi emitido no mesmo dia em que a capital fluminense registrou a operação policial mais letal de sua história. A ação, deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira, envolveu 2,5 mil agentes da Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público, e resultou na morte de 64 pessoas e na prisão de 81.
A operação tinha como objetivo enfraquecer o Comando Vermelho (CV) e prender líderes da facção que atuam no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão. Durante os confrontos, criminosos ergueram barricadas, lançaram explosivos com drones e dispararam contra as forças de segurança com armas de grosso calibre.
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Entre as vítimas estão quatro policiais — dois civis e dois militares. Foram apreendidos 75 fuzis e cumpridos 51 mandados de prisão.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 67 pessoas por associação ao tráfico e outras três por tortura. Segundo o órgão, a Penha se consolidou como ponto estratégico para o escoamento de drogas e armas, o que ampliou o poder territorial da facção em comunidades da zona oeste, especialmente em Jacarepaguá.
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