Quase um quarto da população brasileira reconhece ter comprado bebidas alcoólicas de baixo custo, muitas vezes vendidas em locais sem fiscalização adequada. O dado faz parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta sexta-feira (10/10).
Segundo o estudo, 23,3% dos entrevistados admitiram recorrer a opções mais baratas. Entre os pontos de venda citados, 33% compram em lojas de conveniência de postos de gasolina, 16,7% em camelôs, 15,7% por aplicativos de entrega e 14,4% em padarias — locais classificados como “não convencionais” pelos pesquisadores.
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O levantamento também revelou que 12% dos consumidores já adquiriram produtos contrabandeados, e 10,4% relataram ter consumido bebidas falsificadas. A prática preocupa especialistas, especialmente diante do aumento recente de casos de intoxicação por metanol em todo o país.
Além disso, 36,4% dos brasileiros afirmaram já ter participado de festas open bar, apontadas pelo relatório como ambientes de risco, devido ao consumo excessivo, à violência e à maior exposição a bebidas adulteradas.
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A pesquisa ouviu 16.608 pessoas em 300 municípios brasileiros ao longo de 2023 e foi publicada em meio à atual crise envolvendo a falsificação de bebidas. O Ministério da Saúde investiga 217 suspeitas de envenenamento por metanol e já confirmou 29 casos.
“Os resultados mostram a facilidade de acesso a bebidas alcoólicas fora dos canais regulares e a falta de percepção do risco envolvido”, destacaram os autores do estudo.



