A Polícia Federal abriu uma investigação nesta terça-feira (30/9) para rastrear a origem e a rede de distribuição de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol em São Paulo. A medida foi tomada após a confirmação de 17 casos de intoxicação, com cinco mortes registradas em diferentes municípios do estado.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, há suspeita de envolvimento de facções criminosas. Ele destacou que apurações anteriores sobre importação de metanol pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, podem ter relação com os episódios mais recentes. “A investigação dirá se há conexão com o crime organizado”, afirmou.
As ocorrências foram registradas em Limeira, Campinas, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra e na capital paulista. Até o momento, os estabelecimentos que comercializaram os produtos já foram identificados, mas seus nomes não foram divulgados.
Técnicos dos ministérios da Justiça e da Saúde orientaram consumidores a redobrarem a atenção. O secretário Nacional do Consumidor, Paulo Pereira, reforçou que o risco não está restrito a bares. “Parte das denúncias que a gente tem apurado são de pessoas que compraram garrafas em empórios”, disse.
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Ele também listou sinais de alerta: “É importante que a população fique atenta para a bebida que está muito barata; o fornecedor novo que apareceu; um estabelecimento que ninguém conhece; um bar novo que oferece bebida a preço muito baixo; uma garrafa com aspecto diferente”.
De acordo com as autoridades, destilados como gin, uísque e vodka foram adulterados. O metanol é uma substância altamente tóxica e inflamável, e a ingestão pode causar intoxicações graves e até a morte.
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