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sexta-feira, julho 17, 2026

China condena 11 integrantes de mesma família à morte por escravidão digital

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Um tribunal chinês sentenciou à morte 11 membros da família Ming, acusados de liderar uma rede criminosa responsável por explorar milhares de pessoas em esquemas de escravidão digital. Outros 28 envolvidos receberam penas que vão de prisão perpétua a décadas de detenção. A decisão foi divulgada pela imprensa estatal e confirmada por agências internacionais nesta terça-feira (30/9).

De acordo com as investigações, desde 2015 o grupo transformou a cidade de Laukkaing, em Mianmar, na fronteira com a China, em um centro de fraudes virtuais, cassinos ilegais, tráfico de drogas e prostituição. O esquema teria movimentado o equivalente a R$ 7,4 bilhões.

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Relatórios de organizações internacionais já classificavam Laukkaing como o principal polo de “ciberescravidão” do Sudeste Asiático, com estimativa de mais de 100 mil pessoas forçadas a trabalhar em turnos exaustivos para alimentar operações de golpes digitais. Testemunhos apontam casos de tortura, abusos e execuções de trabalhadores que tentavam escapar.

Entre os locais administrados pelo clã estava a chamada Crouching Tiger Villa, descrita como espaço de violência extrema, onde funcionários teriam sido mortos por tentar retornar à China ou abandonar as atividades criminosas. A corte considerou esses episódios agravantes para a condenação.

A queda do grupo ocorreu após ofensivas de insurgentes locais contra o Exército do Estado de Shan, em Mianmar, que abriram espaço para operações conjuntas com autoridades chinesas. O líder do clã, Ming Xuechang, cometeu suicídio durante a ação, enquanto outros foram capturados e extraditados.

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Com o veredito, o governo chinês reforçou o discurso de combate a redes criminosas transfronteiriças. Especialistas, porém, alertam que parte das operações já migrou para países vizinhos como Camboja e Tailândia, o que deve exigir esforços internacionais coordenados para conter o avanço da escravidão digital.

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