O arquiteto Luiz Henrique Calado Perillo, de 35 anos, morreu após ser submetido a um transplante multivisceral — procedimento considerado um dos mais complexos da medicina. A cirurgia ocorreu em 23 de setembro e tinha como objetivo substituir estômago, fígado, pâncreas, intestino e rim de um único doador.
Luiz aguardava a chance havia quatro anos. Durante a operação, ele apresentou complicações, incluindo uma infecção e uma parada cardíaca, que resultaram em sua morte.
O arquiteto convivia com trombofilia, condição que favorece a formação de coágulos sanguíneos. A doença provocou múltiplas tromboses, levou à retirada do intestino e causou insuficiência renal. Por conta disso, Luiz vivia com uma bolsa de ileostomia, fazia hemodiálise e passava até 16 horas por dia ligado à nutrição parenteral.
Mesmo diante das limitações, mantinha otimismo. Em entrevista concedida em 2023, relatou: “Sempre fui muito calmo e paciente. Apesar do tempo internado, estou muito bem, sempre com pensamento positivo e confiante”.
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O transplante multivisceral foi incluído no Sistema Único de Saúde (SUS) neste ano. A decisão considerou não apenas o alto custo da cirurgia, mas também os impactos financeiros e de saúde para pacientes que passam longos períodos em tratamento.
Em uma de suas últimas falas públicas, Luiz revelou a saudade da rotina simples interrompida pela doença: “Sinto falta de coisas simples, como acordar na minha cama, fazer meu café, sair para trabalhar, ir à academia. Sempre tive uma vida muito ativa e isso faz falta”.
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