Uma pesquisa nacional realizada pelo Datafolha revelou um dado alarmante: a maior parte dos brasileiros adultos está acima do peso e corre risco de desenvolver doenças do coração, mas não recebeu diagnóstico formal. O levantamento, encomendado pela farmacêutica Novo Nordisk, ouviu 2.080 pessoas de diferentes regiões do país, com média de idade de 43 anos.
De acordo com os resultados, 59% dos entrevistados têm sobrepeso ou obesidade, mas somente 16% foram diagnosticados oficialmente. O estudo também identificou que, entre os que convivem com hipertensão arterial ou colesterol elevado, apenas um quarto reconhece estar em risco de problemas cardiovasculares.
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Para a médica Priscilla Mattar, vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil, o dado mostra a necessidade de um debate mais franco sobre o tema. “A pesquisa reforça a urgência de um diálogo aberto e sem estigmas sobre o peso, pois esse desencontro entre percepção de risco e diagnóstico é alarmante”, afirmou.
Outro ponto de atenção está na circunferência abdominal, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um indicador mais preciso de risco cardiometabólico do que o próprio índice de massa corporal. O estudo mostra que 62% das mulheres brasileiras acima dos 16 anos têm medidas superiores a 88 centímetros, enquanto 33% dos homens ultrapassam os 102 cm — ambos os parâmetros associados a maior risco de doenças cardíacas.
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O cardiologista José Rocha Faria Neto, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, destaca a importância de mudanças de hábitos. “Mesmo com sinais clínicos como pressão alta e colesterol elevado, apenas uma pequena parte se percebe em risco. Identificar e tratar essas condições precocemente é essencial para reduzir o impacto da obesidade na saúde do coração”, explicou.
Segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, quase um terço da população brasileira já convive com a doença. Para especialistas, a prevenção com acompanhamento médico, alimentação equilibrada e prática de atividade física é a chave para reverter o cenário.
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